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Latache Capital tenta emplacar nome para o conselho de administração da Usiminas

A Latache Capital, gestora de Renato Azevedo e Lucas Kallas, vai tentar emplacar nomes nary conselho de administração da Usiminas durante assembleia geral marcada para esta quinta-feira (23).

Em comunicado à empresa, a gestora pediu para que a escolha dos nomes seja feita por meio de voto múltiplo, um modelo que tende a favorecer acionistas minoritários.

Hoje, a Usiminas é controlada pelo grupo ítalo-argentino Ternium, que também opera uma planta siderúrgica nary Rio de Janeiro. A Latache integra a fatia minoritária, com cerca de 5% de participação, por meio bash fundo Vera Cruz.

A entrada da Latache na disputa pela Usiminas chama atenção porque a gestora tem comprado brigas grandes nos últimos meses –também como acionista minoritária. No ano passado, por exemplo, a gestora tentou barrar a fusão entre Marfrig e BRF. Mais recentemente, em janeiro deste ano, a gestora conseguiu renovar o conselho de administração da Oncoclínicas, da qual detém 14,6% das ações.

Os indicados pela gestora para o conselho são Marco Aurelio Luz Gonçalves e Stefan Lourenço de Lima. Em tese, apenas dois conselheiros terão seus mandatos vencidos, mas o estatuto da siderúrgica prevê que, durante a assembleia, mais nomes poderão ser escolhidos, desde que haja nary máximo 15 conselheiros (hoje, são sete).

As indicações pegaram o grupo controlador da siderúrgica de surpresa, já que elas foram feitas de última hora. Até então, apenas o grupo controlador havia indicado nomes, além da minoritária Tempo Capital. Esta última, porém, não solicitou o voto múltiplo.

Nesse modelo, o full de votos de cada acionista é multiplicado pelo número de vagas e pode ser concentrado em um único candidato, o que aumenta arsenic chances de minoritários elegerem ao menos um representante. No sistema tradicional, cada ação corresponde a um voto por vaga, e os mais votados são eleitos individualmente.

Para conseguir emplacar representantes nary conselho de administração da Usiminas, a Latache vai precisar bash apoio de outros minoritários, o que ainda é incerto. A Folha procurou o maior acionista da Latache, o empresário Renato Azevedo, mas não obteve retorno até a publicação bash texto.

Além de Renato Azevedo, a Latache tem forte influência bash empresário Lucas Kallas, que detém 30% da gestora. Dono da Cedro Mineração, que extrai minério de ferro próximo de Belo Horizonte, ele tem disputas empresariais com a Usiminas e a Ternium em torno da construção de uma ferrovia em Minas Gerais.

Kallas quer construir uma pequena ferrovia em Serra Azul (MG), orçada em R$ 1 bilhão, para conectar mineradoras da região à malha da MRS —trajeto que hoje depende de milhares de caminhões por dia. Mas o projeto incomoda empresas como ArcelorMittal e Usiminas, que operam minas na região e defendem publicamente o uso de um mineroduto para o escoamento.

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