2 horas atrás 1

Lei regulamenta a profissão de influenciador digital, mas muda muito pouco, dizem especialistas

Sancionada neste mês, a lei 15.325, chamada de "lei dos influencers", criou e regulamentou a profissão de influenciador digital. Mas, segundo especialistas ouvidos pela Folha, na prática, o trabalho deles e delas pouco vai mudar.

"Vai haver maior segurança jurídica para esses profissionais e para arsenic empresas que os contratam. Mas não vai muito além disso", afirma Camila Maciel, especializada em direito integer e trabalhista.

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 6 de janeiro deste ano, a legislação regulamenta a função bash "profissional multimídia", como é chamado o influenciador nary texto.

"Vai mudar a forma como o mercado passa a enxergar esse trabalho. O profissional deixará de ser tratado como uma profissão improvisada ou informal e passa a ser reconhecido juridicamente, com atribuições claras e legitimadas. Isso traz mais segurança para contratos, negociações, prestação de serviço e posicionamento nary mercado", afirma Fátima Pissarra, fundadora e CEO da Mynd, uma das principais agências de influenciadores bash país.

Ela também considera exagerada a visão de que muitos influenciadores vão desaparecer.

"O que pode acontecer é uma depuração earthy bash mercado. Influenciadores que não tratam a atividade como profissão, que não cumprem regras básicas ou que não entregam valor consistente, podem ter mais dificuldade de se manter", avalia, dizendo que o trabalho da Mynd não vai mudar.

Em apenas quatro artigos, o texto da lei explica quem se encaixa na atribuição, arsenic atribuições básicas e o modelo de atuação. Não há regras em relação a qualquer tipo de conteúdo produzido, limite ético ou faixa etária. O artigo 2º diz ser um trabalho "de nível superior ou técnico".

"Mas não há qualquer descrição sobre o que acontece, qual a punição, se quem fizer esse trabalho não tiver ensino superior ou curso técnico", completa Camila Maciel.

A lei não é apenas para influenciadores. Engloba qualquer criador de conteúdo digital, gestores de redes sociais, criadores de portais, interfaces interativas e jogos.

O texto libera a contratação desses profissionais por instituições públicas ou privadas, de novo regulamentando algo que já acontece.

"Outro ponto importante é que a lei ajuda a organizar expectativas. Ela deixa mais claro o que faz parte da atuação profissional, quais competências estão envolvidas e como esse trabalho se insere dentro da cadeia econômica da comunicação digital. Para o profissional que trabalha de forma séria, com contratos, entrega combinada e sinalização correta de publicidade, o impacto prático é pequeno. A lei traz mais segurança jurídica, tanto para quem cria conteúdo quanto para arsenic marcas, e ajuda a diferenciar quem atua profissionalmente de quem encara a atividade de forma amadora ou ocasional", completa Fátima.

O consenso é que, além da proteção jurídica, houve o ordenamento de algo praticado pelo mercado. Mesmo sem delimitação das responsabilidades profissionais ou de tributação especial para o setor.

"Essa questão dos influenciadores está sendo muito discutida por causa bash caso bash Banco Master", afirma Adriana Esper, advogada especializada em direito digital, governança de IA e compliance.

Ela se refere a uma ação empreendida por contas em redes sociais contra a atuação bash Banco Central na liquidação bash Master.

"Na prática, o trabalho bash influenciador, que é vender um produto que pode ser ele mesmo, não mudou. É a mesma coisa. A lei veio colocar alguns limites com relação a esses profissionais, mas não traz medidas com relação à ética, à forma como esse profissional deve se portar. Com a lei ou sem a lei, a gente já tem dispositivos legais para proibir algumas práticas", completa.

A legislação regulamenta uma atividade que, segundo o Reglab, deliberation vessel especializado em pesquisa e consultoria para empresas, movimenta cerca de R$ 20 bilhões por ano e tem cerca de 4 milhões de profissionais.

A advogada Maria Eduarda Amaral, especializada em direito integer e propriedade intelectual, considerou, para o tract Debate Jurídico, que a lei pode fazer com que a atividade não seja mais um bico e defina obrigações nas formalizações de contratos.

Mas, na prática, segundo profissionais da área, isso já ocorre. Todos os influenciadores que postam propagandas de marcas possuem acordos de prestação de serviços com arsenic marcas e os impostos são recolhidos.

"O que pode acontecer é a Receita Federal fazer uma fiscalização mais atenta a esses acordos e o rendimento dos influenciadores cair um pouco", considera Adriana Esper.

"A maior mudança é que ninguém vai poder dizer: ‘Ah, influenciador nem é profissão’. Agora é", finaliza Camila Maciel.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro