Poucas frustrações são tão comuns quanto comprar um celular novo e perceber, pouco tempo depois, que ele começa a travar e ficar lento. Escolher um modelo sem analisar bem as especificações pode resultar em engasgos frequentes, demora para abrir aplicativos, falhas em jogos e até dificuldades em tarefas simples, como alternar entre apps. Muitas vezes, o problema está em decisões baseadas apenas na marca ou em uma oferta atraente, sem considerar os fatores que realmente determinam o desempenho ao longo do tempo.
A boa notícia é que não é preciso ser especialista em tecnologia para evitar esse tipo de frustração. Ao observar pontos como o processador, a quantidade de memória RAM, o armazenamento interno, a presença de sistemas de refrigeração e a política de atualizações da fabricante, é possível identificar celulares que envelhecem melhor e mantêm a fluidez por mais anos. Neste guia, o TechTudo reúne as principais dicas para analisar essas especificações antes da compra e fazer uma escolha mais segura.
Lentidão nunca mais: guia definitivo para comprar um celular que não trava — Foto: Screen Post/Unsplash Lentidão nunca mais: guia definitivo para comprar um celular que não trava
Confira, no índice abaixo, os tópicos tratados neste guia.
- Analise bem qual é o processador do celular
- Não compre celulares com menos de 8 GB de RAM
- Escolha smartphones com pelo menos 256 GB de memória
- Observe a presença de tecnologias de refrigeração
- Verifique a política de atualizações (o software também envelhece!)
- Checklist: como escolher um celular que não trava com o tempo ✅
1. Analise bem qual é o processador do celular
O processador é o principal responsável pelo desempenho de um smartphone e um dos fatores que mais determinam se o aparelho continuará rápido ou apresentará travamentos com o tempo. O chipset reúne os componentes encarregados da execução de aplicativos, do processamento de imagens e das tarefas de inteligência artificial. Um processador fraco costuma resultar em lentidão e engasgos que se agravam ao longo da vida útil do celular.
Ao avaliar um processador, observe características como o número de núcleos, a forma como eles são organizados e suas frequências. Chips modernos adotam arquiteturas híbridas, com núcleos mais potentes acionados apenas em tarefas exigentes e núcleos mais eficientes voltados à economia de energia e a tarefas simples. O Galaxy S25 Ultra, por exemplo, utiliza um processador da Qualcomm de oito núcleos, sendo dois de alto desempenho, com frequência de até 4,47 GHz, e seis mais econômicos, operando a até 3,53 GHz.
Snapdragon 8 Elite Gen 5 é processador mais avançado da Qualcomm — Foto: Gisele Barros/TechTudo Também existem diferenças importantes em uma mesma marca. Fabricantes como MediaTek e Qualcomm oferecem desde chips de entrada — como as linhas Helio e Snapdragon série 4 — até modelos intermediários e avançados — como Dimensity 7000 e 8000, da MediaTek, e Snapdragon séries 6 e 7, da Qualcomm. Já as famílias Snapdragon série 8, Dimensity 9000 e os chips da Apple costumam entregar a melhor experiência disponível no lançamento, com suporte a recursos avançados e maior fôlego para futuras atualizações.
Outro ponto fundamental é a litografia, que indica a distância entre os transistores e é medida em nanômetros (nm). De forma simplificada, chips de 5 nm ou menos tendem a ser mais eficientes e aquecer menos do que modelos de 7 nm ou maiores. Processadores intermediários mais recentes, fabricados em litografias menores, costumam manter um bom desempenho por mais tempo do que antigos topos de linha. Antes de comprar, pesquise o modelo do processador, sua litografia, frequência e ano de lançamento para evitar frustrações no futuro.
2. Não compre celulares com menos de 8 GB de RAM
A memória RAM é outro componente essencial para a fluidez do celular. Um processador potente perde parte do seu potencial se não houver memória suficiente para manter vários aplicativos e tarefas em execução. Quando a RAM é limitada, o sistema encerra processos em segundo plano para evitar gargalos, fazendo com que os aplicativos sejam recarregados do zero ao serem reabertos — o que consome mais tempo e recursos.
Com o passar dos anos, até aplicativos básicos passaram a consumir mais memória — tendência que deve se intensificar. Optar por celulares com 4 GB ou 6 GB de RAM pode se transformar em um problema a médio prazo, já que parte dessa memória é ocupada pelo próprio sistema. Atualmente, 8 GB de RAM representam o mínimo recomendável para quem busca longevidade, enquanto modelos com 12 GB ou mais atendem melhor usuários exigentes, que jogam títulos pesados ou usam o celular para trabalho.
Galaxy A17 é modelo de entrada com 8 GB de RAM — Foto: Divulgação/Samsung Um recurso que costuma gerar dúvidas é a chamada RAM virtual ou dinâmica, que utiliza parte do armazenamento interno para simular memória extra. Embora possa ajudar em situações pontuais, ela não substitui a RAM física, já que o armazenamento é significativamente mais lento. Assim, trata-se de um complemento, e não de uma solução definitiva para aparelhos com pouca memória.
Hoje, diversos modelos de entrada e intermediários já oferecem 8 GB de RAM nativa, sem depender da RAM virtual, como o Galaxy A17. Escolher um aparelho com essa quantidade de memória de fábrica reduz as chances de lentidão precoce e garante uma experiência mais estável ao longo dos anos.
3. Escolha smartphones com pelo menos 256 GB de memória
Até pouco tempo atrás, celulares de entrada eram vendidos com 32 GB ou 64 GB de armazenamento, grande parte já ocupada pelo sistema operacional. O resultado era uma frustração quase imediata: memória cheia, dificuldade para receber atualizações e mensagens, problemas na gestão de cache e arquivos temporários, além de travamentos e lentidão em tarefas simples. Ter mais espaço disponível é essencial para manter a fluidez ao longo do tempo.
Embora ainda seja comum encontrar bons aparelhos com 128 GB, hoje 256 GB se tornaram o mínimo recomendável para quem pretende usar o smartphone por vários anos sem preocupação. Esse espaço comporta fotos em alta resolução, vídeos em 4K, aplicativos e jogos cada vez mais pesados. Mesmo usuários que produzem pouco conteúdo acabam consumindo armazenamento com mensagens, arquivos recebidos em aplicativos como o WhatsApp e atualizações frequentes.
Celular com 128 GB de armazenamento interno tende a lotar mais rápido — Foto: Amanda Zola/TechTudo A quantidade ideal, no entanto, varia conforme o perfil de uso. Para quem fotografa e grava vídeos com frequência, 256 GB são apenas o ponto de partida, enquanto 512 GB oferecem uma margem mais confortável. Jogadores também se beneficiam de mais espaço, já que títulos populares podem ultrapassar 10 GB. Usuários básicos podem se manter em 256 GB, desde que haja algum controle sobre arquivos e aplicativos instalados.
Ao avaliar um novo celular, considere o uso atual e futuro. Optar por mais armazenamento desde o início costuma ser mais vantajoso do que depender de soluções na nuvem ou conviver com alertas constantes de memória cheia, que impactam diretamente a experiência e o desempenho.
Celulares com pouco espaço exigem mais atenção ao gerenciamento de armazenamento. — Foto: Leone Ferreira/TechTudo 4. Observe a presença de tecnologias de refrigeração
Existem diversas tecnologias voltadas à refrigeração de smartphones, como câmaras de vapor, placas de grafite, coolers dedicados e soluções híbridas. Todas têm a função de dissipar o calor gerado pelo aparelho e evitar que o sistema reduza o desempenho do processador para proteger os componentes internos. Esses recursos são especialmente importantes em tarefas exigentes, como jogos, gravação de vídeos em alta resolução e uso prolongado de aplicativos.
Entre as soluções mais eficientes está a câmara de vapor, que distribui o calor por uma área maior do interior do aparelho e reduz pontos de superaquecimento. Múltiplas camadas de grafite e sistemas com líquidos especiais cumprem função semelhante, ainda que com eficiência um pouco menor.
Sistema de refrigeração do REDMAGIC 9 Pro inclui um cooler dedicado — Foto: Divulgação/REDMAGIC A refrigeração dedicada é um diferencial comum em celulares topo de linha e voltados para games, como os da linha Nubia REDMAGIC e o Asus ROG Phone. Como poucas fabricantes destacam esses recursos, vale consultar a ficha técnica ou análises especializadas para verificar se o modelo conta com algum sistema de resfriamento.
Vale destacar que a refrigeração não beneficia apenas jogadores. Aplicativos de câmera, edição de vídeo e chamadas de vídeo prolongadas também elevam a temperatura do aparelho. Além dos celulares gamers, modelos como POCO X7 Pro, Realme 13+ e Galaxy A56 já trazem soluções semelhantes.
REDMAGIC 8S Pro é montado em camadas com foco no resfriamento do aparelho — Foto: Divulgação/REDMAGIC 5. Verifique a política de atualizações (o software também envelhece!)
O desempenho de um celular ao longo dos anos não depende apenas do hardware. O software também envelhece e, muitas vezes, é ele que define por quanto tempo o aparelho continuará rápido, seguro e compatível com novos aplicativos. Modelos que recebem poucas atualizações ou já chegam ao mercado com sistemas desatualizados tendem a apresentar problemas mais cedo.
A política de atualizações varia bastante entre fabricantes. Em geral, quanto maior o período de suporte prometido, maiores são as chances de o celular envelhecer bem. Aparelhos que recebem ao menos três grandes atualizações do sistema e pacotes frequentes de segurança costumam manter melhor desempenho ao longo do tempo. Algumas marcas vão além, oferecendo até sete anos ou mais de atualizações, como é o caso de Samsung e Apple.
Atualização de software no Galaxy S23 — Foto: Willian Rodrigues/TechTudo Por outro lado, modelos de entrada ou de fabricantes menos comprometidos com o suporte tendem a receber poucas atualizações, o que impacta diretamente a experiência. Antes de comprar, pesquise a política de atualizações da marca e do modelo específico. Esse cuidado ajuda a evitar aparelhos que funcionam bem no início, mas se tornam lentos, inseguros ou incompatíveis com novos aplicativos muito antes do esperado.
Checklist: como escolher um celular que não trava com o tempo ✅
Antes de comprar, verifique se o smartphone atende a estes pontos:
- Processador recente (Snapdragon 6/7/8, Dimensity 7000+ ou Apple)
- Litografia de 5 nm ou menor
- Mínimo de 8 GB de RAM física (RAM virtual não substitui)
- Pelo menos 256 GB de armazenamento
- Alguma solução de refrigeração (câmara de vapor, grafite etc.)
- Ao menos 3 atualizações de sistema garantidas
✔️ Se o celular cumprir esses pontos, as chances de lentidão precoce são bem menores.
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