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Líbano põe cessar-fogo como condição para negociar acordo de paz com Israel

A autoridade ouvida pela Reuters também confirmou que uma delegação do Líbano pretende participar de uma reunião na semana que vem em Washington D.C. com representantes dos Estados Unidos e de Israel para "discutir e anunciar um cessar-fogo".

A data do encontro entre Líbano e Israel, no entanto, ainda não foi confirmada por nenhuma das partes até a última atualização desta reportagem.

O acordo de trégua anterior entre Israel e Hezbollah, celebrado em novembro de 2024, também ocorreu por intermédio de Washington. Esse acordo foi rompido em março deste ano, nos primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e Irã.

Israel está se preparando para reduzir a intensidade de seus ataques no Líbano nos próximos dias, afirmou à Reuters na quinta uma autoridade israelense alto escalão. Mesmo assim, o Exército israelense disse nesta sexta-feira que "a operação no Líbano continua", em referência à guerra contra o Hezbollah.

Líbano defende cessar-fogo

O governo do Líbano passou os últimos dias defendendo um cessar-fogo temporário para permitir negociações mais amplas, segundo uma autoridade de alto escalão ouvida pela Reuters.

A proposta é uma "via separada, mas com o mesmo modelo" da frágil trégua de 20 dias intermediada pelo Paquistão entre os EUA e o Irã. O funcionário afirmou que ainda não há data nem local definidos, mas que o Líbano precisa dos EUA como mediador e garantidor de qualquer acordo.

Segundo o site americano Axios, o primeiro encontro entre os governos israelense e libanês ocorrerá no Departamento de Estado dos EUA, em Washington, e deve ser na semana que vem.

Inclusão do Líbano é o maior impasse do cessar-fogo na guerra no Oriente Médio

O ataque massivo de Israel ao Líbano ocorreu horas após o início de um cessar-fogo ser anunciado por EUA e Irã na terça-feira (7).

Paquistão e Irã acusam Israel de ter violado o acordo. Segundo os países, o Líbano estava incluso no cessar-fogo.

Na contramão, Israel e os EUA defendem que o Líbano não fazia parte do acordo.

Em entrevista à PBS, a rede de TV pública dos EUA, na quarta, Trump disse que "eles (Líbano) não estão incluídos no acordo" de cessar-fogo. "Por causa do Hezbollah. Eles não foram incluídos no acordo também", disse.

Já a CNN Internacional afirmou ter ouvido da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que, em uma conversa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Trump não se opôs a que Israel seguisse atacando o Líbano.

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