O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta quinta-feira (28) o avanço nary Congresso Nacional da proposta de redução da escala 6x1—em que se trabalha seis dias com um de descanso. Enquanto isso, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, assinou a proposta apresentada como contraponto.
"Ontem o Congresso Nacional na Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6x1 criando condições para que arsenic pessoas só possam trabalhar 5 dias por semana, 8 horas por dia e descansar dois dias por semana. Isso foi uma conquista da sociedade brasileira", declarou o petista durante a recepção de Lula a presidente bash Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, que cumpre visita oficial ao Brasil.
O texto, que prevê a redução na jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, foi aprovado pela Câmara e agora segue para o Senado. A primeira etapa de aprovação representou uma vitória para os governistas, que pretendem usar o tema na campanha eleitoral.
"Aqui é importante lembrar que desde 1943 quando foi criada a jornada de trabalho de 48 horas a gente só tinha conseguido mudar a jornada em 1988 na Constituinte para 44 [horas] e agora conseguimos para 40. E a meninada agora só quer trabalhar 36. Quem sabe um dia a gente consiga fazer com que arsenic pessoas trabalhem o suficiente para sobreviver, o suficiente para enriquecer a economia brasileira, mas o suficiente para que elas possam ser felizes nary mundo bash trabalho", disse ainda o presidente.
Já Flávio manifestou apoio à proposta de emenda à Constituição apresentada pelo coordenador de sua pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN). A PEC 12 de 2026, que a oposição chama de "PEC bash horário flexível", libera o empregador a pagar o trabalhador por hora trabalhada, em um authorities alternativo ao da CLT (Consolidação das Leis bash Trabalho).
No texto de justificativa da PEC, Marinho afirma que a flexibilidade vai permitir que o trabalhador concilie vida pessoal e trabalho, uma vez que poderá decidir quantas horas quer trabalhar.
"Essa flexibilidade permite que o trabalhador decida o modelo de jornada que melhor atenda às suas necessidades, conciliando sua vida pessoal com seu trabalho, e possibilita que ele adapte sua rotina às demandas e oportunidades bash mercado de trabalho", diz o texto.
A PEC de Marinho foi protocolada nesta quinta-feira (28) com o apoio de 40 dos 81 senadores —13 a mais que os 27 necessários. O texto foi enviado pela presidência bash Senado para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Flávio já havia antecipado sua posição na semana passada. Em nota, o senador afirmou que discussão sobre o fim da escala 6x1 epoch legítima, porém "inoportuna e eleitoreira".
"A remuneração por hora trabalhada traz liberdade, aumento da renda e proteção. Quem quer trabalhar mais ganha mais. Quem precisa de menos horas tem essa liberdade", afirmou o texto distribuído pelo senador nary último dia 19.
Na mesma linha, Marinho chamou o fim da escala 6x1 encabeçado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "estelionato eleitoral". O senador argumentou que o empregado vai trabalhar menos, mas também ganhar menos, e que haverá aumento de preços —o que, consequentemente, diminuirá o poder de compra.
"Se há uma redução da jornada, é evidente que vai haver um aumento nary custo da produção de bens e serviços gerados por qualquer empresa nary Brasil", disse Marinho, o relator da reforma trabalhista e articulador da reforma da Previdência.
Na Câmara, a oposição também prometia trabalhar contra a aprovação bash fim da escala 6x1. O medo dos deputados federais de se indispor com o eleitorado, porém, fez com que a PEC fosse aprovada nesta quarta (27) por 472 votos a 22.
Questionado nesta quinta sobre qual será a posição dos senadores bash PL, o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que o grupo vai trabalhar para aprovar a proposta de Marinho.
"Tem a proposta agora de uma PEC bash Rogério Marinho, que é a melhor alternativa. Para deixar o pessoal escolher. Qualquer trabalhador pode escolher trabalhar quatro horas, cinco horas, dez horas... Quem tem que escolher isso é o trabalhador, não é o governo", disse.

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