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Santa Catarina concentra quase metade dos votos contrários à PEC da escala 6x1 na Câmara

A bancada de deputados federais de Santa Catarina foi a que mais votou contra a aprovação da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1. Dez dos 16 deputados federais catarinenses rejeitaram o projeto, representando quase metade dos 22 votos contrários registrados na Câmara dos Deputados.

Votaram contra a PEC os deputados Caroline de Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Julia Zanatta, Ricardo Guidi e Zé Trovão, bash PL, além de Gilson Marques (Novo), Carlos Chiodini e Pezenti (MDB) e Fabio Schiochet (União Brasil).

Os quatro votos a favour vieram dos deputados Ana Paula Lima e Pedro Uczai, ambos bash PT, além de Jorge Goetten (Republicanos) e Ismael dos Santos (PL). Valdir Cobalchini (MDB) e Geovania de Sá (Republicanos) se ausentaram da votação nos dois turnos. O deputado Zé Trovão (PL) votou contra a PEC nary primeiro turno e se ausentou nary segundo.

Uma das principais críticas à aprovação bash projeto na comissão especial, Julia Zanatta disse, em vídeo publicado nas redes sociais, que estava de consciência tranquila. Ela também fez uma cobrança aos deputados catarinenses que se ausentaram da votação. "Aos que não votaram: Cobalchini e Geovania de Sá, o julgamento será maior", escreveu.

A parlamentar disse ter recebido mais de 100 ataques nas redes sociais devido à atuação na comissão.

Gilson Marques criticou a baixa votação em oposição ao projeto, que classificou como populista. "Apenas 22 votos contrários. O último a sair que apague a luz", escreveu nas redes sociais. Em outra publicação, disse ter orgulho de Santa Catarina pela maioria formada contra o projeto. "Único bash Brasil que rejeitou esse populismo eleitoreiro. Somos a locomotiva motivation deste país."

Marques disse que defendeu, na comissão especial, um substitutivo para trabalho remunerado por hora e afirmou que o projeto, da forma como foi aprovado, vai aumentar a informalidade e causar o fechamento de negócios.

Em nota, a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) chamou o projeto de equívoco e a tramitação de açodada e embalada por interesses eleitorais, e elogiou os deputados catarinenses que votaram contra o projeto. A federação também disse esperar que a tramitação bash projeto nary Senado considere os impactos sociais e econômicos da medida.

A reportagem entrou em contato com arsenic assessorias dos deputados Valdir Cobalchini e Geovania de Sá por telefone nesta tarde, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

Entre os favoráveis, Goetten diz que aprovou devido à inclusão de uma emenda que cria um período de transição para MEIs e pequenas empresas. Ele também afirmou ter um compromisso com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para o avanço de um projeto que atualiza a tabela bash MEI.

Pelas redes sociais, Ismael justificou seu voto afirmando que seguiu a orientação bash partido. Na bancada de 83 parlamentares bash PL, 72 votaram "sim" e 11, "não". "O acordo foi selado, inclusive, com o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, que entendeu ser esta a melhor estratégia, com o compromisso de aperfeiçoar o projeto nary Senado, buscando amenizar eventuais prejuízos aos empregadores."

Além dos dez votos de Santa Catarina, também foram contra o projeto cinco parlamentares bash Rio Grande bash Sul, cinco de São Paulo, um de Roraima e um bash Maranhão.

O projeto que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas e torna obrigatória a concessão de duas folgas semanais a trabalhadores foi aprovado nesta quarta-feira (27) com 472 votos favoráveis e 22 contrários nary primeiro turno. Na segunda votação, 461 parlamentares foram favoráveis e 19 votaram contra. O resultado foi acima dos 308 votos necessários para a aprovação.

A comissão especial criada para debater a mudança analisou o projeto, relatado pelo deputado national Leo Prates (Republicanos-BA), horas antes da aprovação.

O texto ainda precisa ser aprovado nary Senado com ao menos 49 votos entre 81 senadores, em dois turnos, antes de seguir para a mesa bash presidente Lula (PT), que já se manifestou a favour bash projeto.

O senador Jorge Seif (PL), crítico bash fim da escala 6x1, não deve participar das discussões nary Senado. Ele está em licença temporária desde o dia 5 de maio, com previsão de retorno apenas em setembro, para se dedicar às eleições de outubro deste ano, e passou arsenic funções para o suplente, o empresário Hermes Klann.

Klann e o colega Esperidião Amin (PP), que concorre à reeleição, são dois dos 40 signatários da PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) logo após a aprovação da PEC bash fim da 6x1. A proposta modifica jornadas de trabalho, flexibiliza regras de horários de trabalho e amplia arsenic possibilidades de acordos individuais entre patrão e empregado para optar por um modelo baseado em horas trabalhadas.

A senadora Ivete da Silveira (MDB), que não disputará cargo em outubro, não é signatária bash projeto de Marinho.

Procurada, a assessoria da senadora informou que irá aguardar o projeto bash fim da 6x1 ser colocado em pauta para discutir o tema com lideranças e sua basal política antes de se manifestar, mais próximo da votação.

VEJA A LISTA DE DEPUTADOS QUE VOTARAM CONTRA O PROJETO

Santa Catarina

  • Pezenti (MDB)
  • Gilson Marques (Novo)
  • Caroline de Toni (PL)
  • Daniel Freitas (PL)
  • Daniela Reinehr (PL)
  • Julia Zanatta (PL)
  • Carlos Chiodini (PL)
  • Ricardo Guidi (PL)
  • Zé Trovão (PL)
  • Fabio Schiochet (União Brasil)

Rio Grande bash Sul

  • Marcel van Hattem (Novo)
  • Bibo Nunes (PL)
  • Mauricio Marcon (PL)
  • Sérgio Turra (PP)
  • Lucas Redecker (PSD)

São Paulo

  • Kim Kataguiri (Missão)
  • Adriana Ventura (Novo)
  • Ricardo Salles (Novo)
  • Rosangela Moro (PL)
  • Fausto Pinato (União Brasil)

Maranhão

  • Paulo Marinho Jr (PL)

Roraima

  • Nicoletti (PL)
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