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Lula convoca Haddad e deixa Alckmin de sobreaviso

O partido mais lembrado para ocupar a cadeira de vice é o MDB, que teria a oferecer nomes como o do ministro dos Transportes, Renan Filho (AL), e do governador do Pará, Helder Barbalho. Eles ainda não foram formalmente procurados, mas a possibilidade está em aberto.

"O MDB já faz parte da construção vitoriosa desse governo e é coerente que o MDB seja protagonista na reeleição de Lula, independentemente de estar na chapa majoritária ou não", disse o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, em conversa com a coluna.

Tradicionalmente o MDB se divide nas eleições. Em 2022, estados do Nordeste apoiaram Lula, apesar da candidatura de Simone Tebet (MDB-MS). Neste ano, São Paulo deve marchar com a chapa bolsonarista. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) teve apoio do ex-presidente e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para se reeleger em 2024.

Caciques do partido lembram que o MDB, ao contrário de outros, não é uma "sigla de caneta". Tem convenção e democracia interna. O apoio ao PT será definido em convenção partidária por maioria. "Lógico que oferecer o vice ajuda", diz um governista do MDB.

Já o entorno do presidente da sigla, Baleia Rossi (SP) faz troça e diz que todos os candidatos querem vice do MDB. Porém o mais provável é liberar o partido e não apoiar ninguém oficialmente.

Por outro lado, Alckmin não demonstra disposição de concorrer em outra posição que não a atual. Já disse a aliados que prefere "capinar em Pinda", referência a sua cidade natal, Pindamonhangaba, no interior paulista. Resta saber se a lábia de Lula conseguirá mudar a cabeça do vice, considerado leal, discreto e competente. O caminho está aberto.

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