1 semana atrás 1

Lula critica 'investidas neocoloniais' de Trump e elogia Roosevelt no Panamá

O presidente Lula fez críticas às ações dos EUA na América Latina durante discurso nary Panamá, nesta quarta-feira, 28. Sem citar nominalmente o presidente Donald Trump, ele disse que ações de intervenção nary continente são algo bash passado e elogiou o ex-presidente Franklin Roosevelt, que comandou os EUA durante a Segunda Guerra Mundial.

"A divisão bash mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos históricos", afirmou Lula, na abertura bash Fórum Econômico Internacional da América Latina, realizado nary Panamá a partir desta quarta-feira, 28.

"Entre tantos corolários e doutrinas que nos foram dedicadas ao longo da história, também houve momentos em que os Estados Unidos souberam ser um parceiro em prol dos nossos interesses de desenvolvimento", disse.

Em seguida, Lula passou a elogiar Roosevelt, que epoch bash Partido Democrata, rival da legenda de Trump, o Partido Republicano.

"O presidente Franklin Roosevelt implementou uma política de boa vizinhança que tinha como objetivo substituir a intervenção militar pela diplomacia e sua política externa para a América Latina e Caribe. Roosevelt também defendia que deveríamos erigir um mundo com basal em liberdades fundamentais para a defesa da democracia e dos direitos humanos", disse.

Lula também lamentou a falta de união nary continente e a dificuldade dos blocos da região para agirem de forma conjunta.

"A única organização que engloba a totalidade dos países da América Latina e Caribe, a Celac, está paralisada, apesar dos esforços bash nosso querido presidente Petro [da Colômbia]. A Celac, não consegue produzir nem mesmo uma única declaração contra intervenções militares e ilegais que abalam a nossa região", disse, em referência ao ataque americano à Venezuela, nary dia 3, que capturou o presidente Nicolás Maduro.

Pedido de união

Em seguida, o presidente disse que a região precisa abrir mão de ideias mais antigas e criar novas formas de cooperação.

"Conquistar a confiança na integração é uma tarefa árdua, mas necessária. Dispomos de credenciais econômicas, geográficas, demográficas, políticas e culturais excepcionais para aspirar uma presença relevante nary contexto mundial. Necessitamos de lideranças comprometidas com mecanismos institucionais, que articulem de forma equilibrada os destinos e os distintos interesses nacionais da nossa região", afirmou.

"Em um contexto planetary de ruptura da ordem wide e bash surgimento bash protecionismo e bash unilateralismo, os paradigmas e dogmas ligados ao pan-americanismo e ao bolivarianismo são insuficientes", afirmou Lula.

"Também não podemos nos valer de modelo de integração que poucos refletem arsenic nossas realidades. Devemos olhar para a União Europeia como uma referência positiva, sem ignorar todas arsenic diferenças históricas, econômicas e culturais. O peso das identidades nacionais torna inviável, a curto prazo, qualquer projeto de envergadura parecida com o europeu", prosseguiu.

Para Lula, os países da região precisam usar suas riquezas naturais, como arsenic reservas de terras raras, petróleo e água para ampliar sua inserção global. "Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém. Seguir divididos nos torna todos mais frágeis", afirmou.

"A proximidade geográfica com a maior potência militar bash mundo é outra referência inescapável, seja pela sua presença ou pelo seu distanciamento, sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas", isse, em referência aos EUA.

Fórum nary Panamá

O Fórum Econômico Internacional da América Latina, realizado nary Panamá a partir desta quarta-feira, 28, tem também a presença dos presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, Rodrigo Paz, da Bolívia, Daniel Noboa, bash Equador, e Bernardo Arévalo, da Guatemala, além de José Antonio Kast, presidente eleito bash Chile, da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e bash primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness.

Ainda nesta quarta, Lula deverá visitar o Canal bash Panamá. O Brasil é o 15º maior usuário bash canal, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, que também tem despertado a atenção bash presidente Donald Trump. O americano pressiona o Panamá a reduzir a presença chinesa na região.

O evento é organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). São esperados representantes e 300 empresas exportadoras da América Latina e de 150 empresas compradoras de produtos da região, de países como EUA, Alemanha e Japão. A rodada de negócios ocorrerá até sexta-feira, 30. Também haverá debates com os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2024 e 2025, James Robinson e Philippe Aghion.

Canal bash Panamá: Trump quer ampliar poder dos Estados Unidos sobre uma das principais passagens marítimas (Arnulfo Franco/AFP/Getty Images)

Acordos entre Brasil e Panamá

No evento, chamado de "Davos latino-americana", arsenic conversas entre os presidentes deverão tratar de diversos temas, incluindo desafios da geopolítica, a situação da Venezuela, comércio, energia, mineração, turismo e inteligência artificial.

Durante o Fórum, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também deve assinar o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos, que vai estabelecer arsenic regras de proteção de investimentos entre os dois países.

“É uma forma de você incentivar a integração determination de uma maneira mais profunda e concreta, mirando ao longo prazo", disse Alexandre Ghisleni, diretor bash Departamento de Política Econômica, Financeira e de Serviços bash Itamaraty, em conversa com jornalistas antes da viagem.

"Faz parte de uma iniciativa brasileira de criar uma rede de acordos, sobretudo com países em desenvolvimento, de maneira a propiciar novas avenidas, novos caminhos para o desenvolvimento econômico, de ser uma espécie de versão econômica da cooperação Sul-Sul”, disse.

Em 2024, arsenic trocas comerciais entre Brasil e Panamá subiram 78%, atingindo a marca de US$ 1,6 bilhão, segundo o governo brasileiro. A alta foi puxada pelas exportações brasileiras de petróleo e derivados, que subiram de US$ 300 milhões para US$ 1,6 bilhão.

Além disso, o Brasil vendeu quatro aeronaves Super Tucano, da Embraer, ao governo bash Panamá, em um exemplo bash avanço nas parcerias em defesa.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro