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Maduro propõe diálogo com EUA sobre petróleo, migração e combate ao narcotráfico

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou em uma entrevista nesta quinta-feira (1) que o país está aberto para "conversar seriamente" com os Estados Unidos sobre acordos envolvendo petróleo, migração e a luta contra o tráfico de drogas.

"Se [os Estados Unidos] quiserem conversar seriamente sobre um acordo de combate ao narcotráfico, estamos prontos", disse Maduro.

O presidente ainda propôs um pacto sobre petróleo "para investimentos americanos, como com a Chevron", e outro sobre voos de deportados venezuelanos. "Onde e como eles quiserem", afirmou.

A Chevron Corp. é a única grande petrolífera que exporta petróleo bruto venezuelano para os EUA. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.

Em novembro, a imprensa internacional informou que os Estados Unidos estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.

À época, duas autoridades americanas disseram à Reuters que operações encobertas provavelmente seriam a primeira etapa das novas ações contra Maduro.

A pressão contra o regime venezuelano começou em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano. No mesmo mês, o governo americano enviou um forte aparato militar para o Mar do Caribe.

No início da operação, a Casa Branca afirmava que o reforço militar na região fazia parte de um esforço para combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final da ação seria derrubar o governo de Maduro.

Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder.

Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA.

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