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Mãe de goleiro Vozinha irá aos EUA para acompanhar jogos do filho na Copa, diz deputado democrata

A novidade, revelada pelo deputado democrata Hackeem Jeffries, foi possível após articulação do governo Trump com o governo de Cabo Verde, e com a Fifa para trazer Ana Cândida Évora ao território norte-americano.

"Nenhuma mãe deveria perder a chance de ver seu filho fazer história. (...) É um privilégio anunciar que a mãe de Vozinha conseguirá obter um visto a tempo de comparecer à partida deste domingo contra o Uruguai. Todas as taxas foram isentas, de acordo com a política oficial. Os preparativos de viagem já estão sendo feitos para que mãe e filho se reencontrem em Miami", afirmou Jeffries em comunicado nas redes sociais.

Segundo Jeffries, o departamento de Estado norte-americano e o secretário Marco Rubio auxiliaram para resolver a situação e tornar possível a ida de Ana aos EUA.

Mãe do goleiro não havia viajado aos EUA

Goleiro de Cabo Verde, Vozinha, durante o jogo contra a Espanha. — Foto: Jacob Kupferman/AP

O goleiro Vozinha, um dos personagens mais marcantes deste início de Copa do Mundo, revelou emocionado após sua estreia que a própria mãe não conseguiu viajar aos EUA para acompanhar a campanha de Cabo Verde no torneio.

Responsável por uma atuação decisiva no empate contra a Espanha, uma das favoritas ao título, o veterano de 40 anos afirmou que as mudanças recentes na política de imigração dos EUA feitas pelo governo Trump foram um impecilho à viagem da mãe.

Em janeiro, Cabo Verde foi incluído em uma lista de países cujos cidadãos passaram a ter de apresentar uma caução de US$ 15 mil para entrar nos Estados Unidos. A medida foi adotada pelo governo de Donald Trump como parte de novas regras migratórias.

No mês passado, a Casa Branca anunciou que torcedores com ingressos para a Copa seriam dispensados da exigência. Segundo Vozinha, porém, a flexibilização veio tarde demais para que sua mãe organizasse a viagem de cerca de 6.400 quilômetros até Atlanta, onde a seleção cabo-verdiana disputou a partida contra a Espanha.

A situação ganhou repercussão nos Estados Unidos, e o deputado Hackeem Jeffries já havia dito que pediu que o governo Trump para intervir na situação e ajudar na ida da mãe de Vozinha aos EUA.

Vozinha vive um dos momentos mais importantes da carreira justamente na reta final da trajetória profissional. Até o fim da última temporada, ele defendia o Chaves, um clube que disputa a segunda divisão de Portugal. Atualmente está sem contrato e, aos 40 anos, é um dos jogadores mais velhos desta edição da Copa do Mundo.

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