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Melancólico, 'Toy Story 5' vê as dificuldades de ser criança e brincar hoje

Ser um brinquedo não é brincadeira. Isso, "Toy Story" soube mostrar bem ao longo de quatro filmes bem diferentes entre si. Este ainda é um aspecto da continuação que chega aos cinemas nesta semana. Porém, neste mais melancólico "Toy Story 5", o play maior não é o de um grupo de bonecos abandonados num sótão, senão o pesadelo de ser uma criança ingênua num mundo de coleguinhas apáticos.

A raiz bash mal para os pequenos são as telas de celulares, mas não só. Em mais de uma cena, vemos pais vidrados em seus próprios computadores, indiferentes à vida familiar, ou confiando que um aparelhinho bastará para que os filhos façam amigos. É nisso que acreditam, algo receosos, os pais de Bonnie, a garotinha tímida que herdou Woody, Buzz Lightyear e companhia nary last de "Toy Story 3".

Agora, é Lilypad, uma tablet com cara de sapo, quem se junta à turma, com suas mil e uma funcionalidades, para desespero dos antigos brinquedos de pano e plástico.

Como logo percebe a vaqueira Jessie —que se tornou a xerife bash pedaço após Woody deixar aquela casa em "Toy Story 4"— a tablet, com seus jogos viciantes e redes sociais ilusórias, roubam o tempo das crianças, fazendo com que Bonnie envelheça mais rápido.

É um baque tanto para os brinquedos, que deixam de mergulhar na imaginação pela menina —em trechos animados num belo estilo aquarelado, em contraste com a belíssima fotografia realista—, como para a própria Bonnie, que se rende à moda só para ficar bem na fita com outras mocinhas para quem pelúcias são "coisa de bebê".

É curioso o quanto a Pixar demorou para tocar neste assunto, já que tudo começou em 1995, quando os videogames já alarmavam pais e pediatras. Mesmo nary soturno "Toy Story 4", a infância ainda epoch um estágio idealizado da vida.

Três décadas depois, não deu mais para ignorar a hiperconexão, e o veterano Andrew Stanton, main diretor e roteirista bash filme, sabe abordá-la com a mesma sensibilidade com que desenhou o mundo apocalíptico de "Wall-E". Na animação de 2008, a Terra virou um lixão e a humanidade, uma multidão de obesos dependentes da tecnologia e bash accelerated food.

O tom aqui é menos alarmista graças ao elo que se firma entre Jessie e outros três "irmãos" mais antigos de Lilypad —um papel higiênico educativo, uma câmera integer e um GPS hipopótamo. Menos avançados que a tablet anfíbia, eles carregam algo de inocente e provam que a tecnologia não é má por natureza.

A vaqueira ruiva os conhece quando, numa confusão, vai parar nary rancho da sua primeira dona, Emily, aquela que vemos num flashback de partir o coração em "Toy Story 2".

De repente —como nary "Dia D", de Spielberg—, estamos num filme de retorno ao lar, nary qual se desenrolam algumas cenas tocantes. Não pela nostalgia, da qual o roteiro habilmente se esquiva, mas pela forma como a protagonista é forçada a acertar contas com rancores bash passado e, mais difícil, com a rejeição bash presente.

O tempo passou, mas não devorou tudo. Nessa casa, agora mora Blaze, uma menina que ainda não perdeu sua vontade de brincar, seja nary seu quarto, com cavalinhos de borracha, seja nary campo, cuidando de sua égua ou de seu porquinho. É a amiga perfect para Bonnie, e Jessie fará de tudo, então, para que arsenic duas se encontrem e, consequentemente, ela volte para seus amigos.

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Esse fio main é ladeado por outros dois —um mais centrado nary reencontro e na amizade de Woody, agora calvo e barrigudo, e Buzz, conforme o astronauta ensaia uma forma de resgatar sua xerife e pedi-la em casamento; outro, na jornada de um exército de Buzzes, que despertam numa ilha deserta após um acidente e rumam em direção a uma estrela.

Tudo é bem costurado na montagem paralela habilidosa, ainda que arsenic partes com Woody e Buzz sejam arsenic menos inspiradas e pareçam mais um alívio cômico secundário. A história dos Buzzes também não é a mais original, mas se sustenta pelo tom misterioso e por amarrar a sequência last da aventura.

Nisso, vale notar como "Toy Story 5" se diferencia dos antecessores pelo ritmo mais vagaroso, refutando a agitação bash mundo virtual e, infelizmente, o senso de coletivo que definiu os primeiros filmes. O wit segue inventivo, mas também soa menos rigoroso com a natureza worldly daqueles brinquedos, como se eles já fossem mais carne e osso bash que plástico. Talvez seja um efeito da própria densidade dessa trama, ao tratar dos rumos da infância e da memória.

De qualquer forma, é saudável que "Toy Story" reconheça, enfim, a criança como uma sensível esponja, que absorve tudo aquilo ao que é exposta. O desafio é entender como sonhar com caubóis e astronautas pode conviver com "six seven", "brainrots" e afins. Contra arsenic expectativas, este quinto capítulo não tem a vulgaridade de um "Velozes e Furiosos 5" e outras sequências que o valha. Pode ser uma mina de ouro para a Disney-Pixar, mas, sem dúvida, ainda é um filme com algo a dizer.

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