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Mello Araújo projeta veto ao PL da Dosimetria e ataca Lula por indulto natalino

Vice-prefeito de São Paulo, o bolsonarista coronel Mello Araújo (PL) criticou a possibilidade de veto ao PL da Dosimetria pelo presidente Lula (PT), aguardado por aliados para esta quinta-feira (8), data que marca três anos dos ataques golpistas às sedes dos três Poderes.

O petista já deu indícios de que pretende vetar o projeto de lei que reduz as penas de condenados pela trama golpista. Há expectativa de que isso seja feito durante uma cerimônia marcada para às 10h desta quinta no Palácio do Planalto.

"É esperado [o veto]. Ele só dá benefícios a traficantes e homicidas, como fez no final do ano. Ele não defende os justos e honrados", disse Mello Araújo ao Painel.

Mello Araújo se referiu, em sua fala, ao indulto natalino concedido por Lula em 2025 e que excluiu, novamente, os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O indulto é um perdão coletivo de penas, previsto na Constituição, para casos específicos. O decreto não permite o benefício a líderes de facções criminosas, a quem faz delação premiada, e a quem praticou crimes contra crianças e adolescentes e de violência contra a mulher.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem Mello Araújo é aliado, concedeu indultos natalinos durante seus quatro anos de governo (2019-2022), incluindo policiais militares condenados pelo massacre de Carandiru, em São Paulo, em 1992.

Em 2018, antes de tomar posse como presidente, Bolsonaro havia declarado que não daria indultos durante o seu mandato.

Vice-prefeito da maior capital do país, Mello Araújo disse nutrir esperanças de que o Congresso Nacional possa reverter um eventual veto de Lula, embora cite o receio de que negociações internas alterem o cenário.

"Tenho esperança, mas o poder encanta e as emendas e benefícios fazem alguns mudarem de lado", afirmou ele.

O PL da Dosimetria foi aprovado pela Câmara por 291 votos a favor e 148 contra, e no Senado por 48 favoráveis e 25 contrários. As duas aprovações ocorreram em dezembro passado e contaram com apoio de partidos do centrão, incluindo legendas com indicados atuando no primeiro escalão do governo Lula.

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