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Mendonça perde no julgamento, mas ganha em popularidade

Não houve divisão no Supremo. Houve uma derrota clara do relator dos casos Master e das fraudes no INSS, André Mendonça, novo protagonista da corte ao assumir as investigações mais rumorosas e com potencial devastador. Ele ficou isolado no placar elástico: 8 x 2. Somente Luiz Fux acompanhou seu voto.

Na semana anterior, no entanto a vitória foi de Mendonça, que escanteou Gilmar e manteve na Segunda Turma a prisão preventiva de Daniel Vorcaro. Ontem, Gilmar, com elegância, deu o troco.

Há uma ala do STF comprometida com a operação abafa. Não quer o avanço das investigações do Master, em linha com a cúpula do Congresso. Ontem foi a oportunidade perfeita para fazer uma espécie de freio de arrumação e mostrar à CPMI que há regras a seguir, como respeitar o fato determinado e não enveredar por temas diversos para fazer disputa política.

Por outro lado, a leitura no círculo próximo a Mendonça, é que a discordância de Cármen Lúcia e Edson Fachin foi pontual. Eles devem acompanhar o relator em outras ocasiões. Mendonça também ganha, segundo aliados, em popularidade, enquanto a corte afunda perante a opinião pública. Convém lembrar que impeachment de ministros do Supremo será tema importante nas eleições deste ano. Mendonça conta com outra forte aliada: a Polícia Federal. As investigações pelas vias ordinárias continuam.

E um último resultado: já que o STF reconheceu novamente a jurisprudência da instalação de CPIs que cumpram requisitos legais, o mandado de segurança da instalação da CPMI do Master será apreciado por Nunes Marques. Vai ser difícil refutar a abertura. A disputa de poder no STF está só começando.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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