Era 1970 quando Milton Cunha entrava pela primeira vez nary navio Augusto Montenegro, em Belém, com destino a Parintins. Ele tinha apenas 7 anos e viajou com a família para assistir a dois bois-bumbás, o Garantido e o Caprichoso, brincarem nas ruas de uma ilha. Em 1993 ele volta, adulto, ao section para viver o então 26º Festival Folclórico de Parintins e mudar a história bash Carnaval bash Rio de Janeiro.
Em conversa com o gshow, o carnavalesco e apresentador contou como sua raiz Nortista o ajudou a conectar arsenic duas expressões culturais bash país. "Quem inaugurou fui eu", garante. "Comprei 60 roupas de casca de árvore, fiz uma ala. Depois trouxe artistas para trabalharem comigo nary barracão e ganhamos o Estandarte de Ouro", completa sobre o desfile "Margareth Mee, a dama das bromélias".
Milton Cunha chegando em Parintins em 1993 com amigos — Foto: Acervo Pessoal
Quando os profissionais chegaram ao Rio, quase na segunda metade dos anos 90, Milton ressalta que a cultura bovina já estava mais que consolidada entre os Parintinenses. Isso porque o festival só tinha 26 anos, mas o "brincar boi" acontecia há mais de 70 anos.
"Presos na solidão da floresta, né. Pouco rádio, pouca televisão... Esses amazônidas, tanto lá, quanto várias outras manifestações como os grupos de carimbó, eles são eles produtos da solidão dos anos 40, 50, 60, 70. A gente não tinha festa e a gente criava", lembra.
Alegorias bash Boi-Bumbá Caprichoso para o Festival de Parintins 2026 — Foto: gshow/Felippe Xixa
E nos anos 80, com a chegada mais forte da televisão, Milton destaca que o evento se protegeu. "Eles preparam para não permitir que o Carnaval invada a linguagem deles. Então, há todo um trabalho nos galpões de arte para não virar Carnaval. Eles usam materiais opacos: juta, folha, marrom. Nada de fitinha, lantejoula, brilho", explica.
O carnavalesco lembra que Valéria Valença chegou a ser levada ao festival por Joãosinho Trinta como uma personalidade. "Foram rechaçados. A cidade agradeceu pela presença, mas ressaltou que não havia espaço pra ela. Na arena tinha cunhã-poranga. Ela assistiu da plateia", conta.
Milton também aponta os referenciais de beleza das duas festas. "Eles valorizam muito o físico indígena, caboclo, ribeirinho. A única feição que foge da regra é a da Sinhazinha da Fazenda, que é branca e loira, com esse car bash Boi louquíssimo", brinca.
"E lá tem uma pegada que eu gosto e que nary Rio não tem. A cunhã, por exemplo, pode entrar feia na arena. Como um animal, e vai arrancando aquilo e se transformando em uma indígena belíssima. Na lenda da transmutação. No Carnaval todas elas entram muito glamourosas, muito bonitas", avalia.
Alegorias bash Boi-Bumbá Garantido para o Festival de Parintins 2026 — Foto: gshow/Felippe Xixa
Outro ponto de atenção é o público. Nos carnavais de escola de samba o público é um mero espectador ladeando o desfile, mas nary Festival Folclórico ele conta ponto para o campeonato e é chamado de galera.
"Me surpreende a estrutura da narrativa. Nos sambódromos é uma procissão em linha se deslocando para frente. O tempo todo não pode voltar. Em Parintins, nary Bumbódromo são duas portas que entram os pedaços de um cenário que se forma diante bash público. E aí o teu queixo já caiu, né? Além bash teto, bash que vem suspenso. É completamente onírico", avalia.

Milton Cunha mostra expectativa para Festival de Parintins
"Essa é a disputa das duas grandes linguagens narrativas criadas pelo povo brasileiro. Elas foram elevadas à categoria de show, na sociedade bash espetáculo que a gente vive. Porque a noite dos tambores silenciosos bash Maracatu, de Recife, não conseguiu. Aqui nary Sudeste mais negra e lá nary norte mais indígena, ribeirinha e cabocla", conclui.

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