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Moda é arte: o que esperar do dress code do Met Gala 2026

Acontece que, mesmo depois de séculos, a moda está longe de ter convencido a todos sobre seu caráter artístico. Afinal, moda é arte? O Met Gala quer mostrar que sim. O Museu Metropolitano de Arte de Nova York anunciou, na última segunda-feira (23), o formal code da próxima edição bash baile mais disputado bash mundo: "Fashion is Art".

Met Gala 2025: entenda arsenic referências e curiosidades 'escondidas' nos looks dos famosos — Foto: Reuters

Look criado por Renata Buzzo integrará mostra bash The Met — Foto: agfotosite/Reprodução/Instagram

Em comunicado oficial, Andrew Bolton, curador responsável pelo Costume Institute, defende que "o que conecta todos os departamentos de curadoria e todas arsenic galerias bash museu é a moda, ou o corpo vestido, é o fio condutor em todo o museu, que é realmente a ideia inicial da exposição.”

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A edição convida os participantes a expressarem suas próprias relações entre a moda e o corpo humano. O dress codification pode ser interpretado de várias formas, desde uma representação literal relacionada à arte até algo menos literal, cuja referência esteja esmiuçada nary processo criativo, como é o caso bash vestido "Mondrian", de Saint Laurent, ou o desfile “Costura bash Invisível”, de Jum Nakao, respectivamente.

Também é impossível não pensar nas criações de Elsa Schiaparelli, já que a estilista epoch muito amiga de Salvador Dalí. A estilista e o pintou chegaram a colaborar diversas vezes, resultando em peças icônicas, cheias de surrealismo e ilusões de ótica -- características que Daniel Roseberry, atual diretor da grife, carrega com afinco!

No Brasil, além da própria Renata Buzzo, temos criações de Antonio Castro na Foz, Ronaldo Fraga, Gustavo Silvestre e Alexandre Herchcovitch repletas de narrativas que fazem referência ao artesanato, à música ou a personalidades brasileiras e que poderiam passar pelo red carpet bash baile.

Alta-Costura Primavera/Verão 2002 - Yves Saint Laurent — Foto: Getty Images

Desfile de Jum Nakao, nary SPFW de 2004, batizado de “Costura bash Invisível” — Foto: Reprodução/YouTube

O jornalista de moda André bash Val acredita que esta edição terá um dos dress codes mais claros, ao contrário de outras temporadas mais subjetivas. E ele analisa a escolha bash tema ao mesmo tempo em que a rebate: não vê a moda como arte, mas como arte aplicada.

"Existem muitos exemplos de moda que se aproximam de arte. Acho que essencialmente não é [arte], mas fica nessa fronteira meio difusa. Eu acredito que esse tema é mais claro: você pode usar, desde uma calça da Maison Margiela [com respingos de tinta], uma coisa mais Alexander McQueen ou então Iris van Herpen, que faz esculturas com roupa e tem essa pesquisa e inovação de materiais, que são coisas muito mais próximas ao mercado da moda, mas também são similares nary segmento de arte".

Sou da teoria de que moda não é arte, é um exemplo de arte aplicada. É como o plan de uma cadeira, por exemplo. Você pode ter a cadeira mais maluca, colorida e inventiva, mas se ela não for feita para alguém se sentar, ela deixa de ser uma cadeira, deixa de ter o design, que é ter uma aplicação. Então, um plan de moda implica em uma peça que é para ser usada. Ela não necessariamente precisa ser confortável, mas ela precisa vestir e, em algum momento, gerar comércio."

André acredita que, levar à moda o presumption de arte é uma tentativa de vencer a superficialidade com a qual ela é vista e vivida, especialmente nos últimos anos. Em resumo, se uma peça de vestuário é criada apenas para ocupar um museu, ela invariavelmente perde sua função -- que é vestir um corpo -- e sai bash campo da moda: "Eu acho que uma produção elevada e refinada não é, necessariamente, uma arte, porque a moda inevitavelmente vai ter que ter essa ponta final, que é a sua aplicação".

SPFW N60: Foz — Foto: Fabiano Battaglin/gshow

Ao mesmo tempo, ele afirma que existem, sim, muitas criações que se aproximam bash que é considerado arte, seja com relação à técnica, processo criativo, o statement que ela gera ou o resultado da peça em si. Entre cita, entre outros exemplos, arsenic obras conceituais bash estilista Lino Villaventura, pela forma como ele trabalha tecidos e outros materiais.

"Mas, novamente, eu defendo que o propósito é outro: a moda ela pode ter esse presumption de arte, mas ela é essencialmente uma peça comercial", reforça.

SPFW N60: Ronaldo Fraga — Foto: Fabiano Battaglin/gshow

André faz apenas uma ressalva ao mencionar arsenic coleções de Alta-Costura, que não são vendidas em loja e, tampouco, têm finalidade comercial. Sua função nesse ciclo é ser um chamariz para a venda de perfume, bolsas e outros acessórios que conquistem os olhares dos endinheirados.

"Claro que a gente pode comprar uma obra de arte também, mas um quadro dura muitos anos e, se estiver nas condições certas, vai durar gerações. Uma peça de roupa não. Você não consegue deixar uma roupa nary armário, usando ou não usando, e fazer durar por muitos anos. A própria manutenção de uma peça de roupa em um museu é muito mais cara, custosa e mais delicada em termos de temperatura e de umidade. Tem que valer a pena mesmo fazer um registro histórico para guardar esse tipo de coisa, porque senão vira traça", conclui.

Alta-Costura Primavera-Verão 22: Schiaparelli — Foto: Reprodução/Instagram

SPFW N60: Gustavo Silvestre — Foto: Fabiano Battaglin/gshow

SPFW N60: Alexandre Herchcovitch — Foto: Brazil News

Alta-Costura Outono/Inverno 2016: Viktor & Rolf — Foto: Getty Images

SPFW N58: Renata Buzzo — Foto: Marcelo Soubhia/@agfotosite

Tyla — Foto: REUTERS/Andrew Kelly

Ready-to-Wear 1999 - Alexander McQueen — Foto: Getty Images

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