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Moraes pede que PGR opine sobre incluir Jair e Flávio Bolsonaro em ação contra Eduardo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o pedido de inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

Em despacho nesta terça-feira (26), Moraes, que é o relator do caso, deu cinco dias para que o órgão apresente um parecer sobre o caso.

A solicitação foi apresentada pelo vice-líder do governo Lula (PT) na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), na última semana, após a eclosão da crise na campanha de Flávio causada pela relação do senador com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Segundo Lindbergh, Flávio atuou para captar dinheiro junto ao ex-banqueiro para financiar o filme "Dark Horse" (que significa azarão), sobre a vida de Jair Bolsonaro, e o montante poderia ter sido destinado a manter Eduardo nos EUA, como suspeita a Polícia Federal.

O documento do petista também aponta que os recursos poderiam ter sido utilizados não apenas para a manutenção de Eduardo no exterior, onde ele vive desde fevereiro do ano passado, mas também para financiar a campanha de sanções e tarifas pela anistia do pai.

Flávio e Eduardo negam a hipótese. O senador disse que só tratou com Vorcaro para conseguir angariar recursos para realizar o longa-metragem. Já o ex-deputado chamou de "tosca" a suspeita da PF porque, segundo ele, seu status de migração vedaria recebimento de valores.

Brasília Hoje

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Lindbergh Farias pede a inclusão de Flávio no inquérito "em razão dos indícios de participação na captação, cobrança, intermediação ou destinação de valores vinculados ao projeto Dark Horse" e do ex-presidente Bolsonaro por ele supostamente ser beneficiário dos fatos investigados.

O vice-líder do governo também requer o compartilhamento de provas das investigações, preservação de mensagens, contratos, áudios, apuração de possível lavagem de dinheiro, financiamento político irregular e coação no processo, além de medidas como bloqueio de bens, proibição de se ausentar do país e apreensão do passaporte de Flávio.

O pré-candidato do PL está atualmente em Washington D.C., onde pode se reunir com o presidente americano, Donald Trump.

Eduardo Bolsnoaro deve ser julgado por coação pelo Supremo até o final do ano. A acusação é que ele atuou para que o governo Trump tentasse impedir o julgamento da trama golpista.

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