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Morre Luciano Borges Ribeiro, um dos maiores pecuaristas do Brasil

Luciano Borges Ribeiro fazia parte da quinta geração de produtores rurais da família. Apesar de ter formação em engenharia, decidiu dedicar sua carreira ao setor pecuário. A atividade se tornou o centro de sua vida profissional por quase três décadas.

Rancho da Matinha, um dos criatórios mais conhecidos da raça nelore no país, foi construído gradualmente. Ao longo de cerca de quinze anos, pequenas áreas foram sendo adquiridas até formar a estrutura atual da fazenda, que se tornou referência em seleção genética e gestão pecuária. A proposta, segundo Luciano, era desenvolver animais capazes de oferecer maior eficiência produtiva e rentabilidade para o pecuarista, em vez de focar apenas em exemplares destinados a exposições.

Técnicas de produção e genética

Em 1985, ele iniciou a adoção de genética superior da raça nelore associada ao sistema de pastejo rotacionado —prática ainda pouco difundida na época. Posteriormente, o criatório passou a participar de programas de melhoramento genético desenvolvidos em parceria com pesquisadores e instituições acadêmicas.

Luciano Borges Ribeiro, dono do touro Sherlock
Luciano Borges Ribeiro, dono do touro Sherlock Imagem: Rodrigo Ferrari/UOL

Uma das principais bandeiras defendidas por Luciano Borges ao longo da carreira foi o aumento da eficiência produtiva da pecuária. Para ele, a fazenda deveria ser administrada com lógica industrial, em que cada animal precisa apresentar desempenho adequado para justificar sua permanência no sistema produtivo. Esse pensamento levou o Rancho da Matinha a desenvolver programas de seleção voltados à precocidade sexual e à eficiência alimentar.

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