O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se aproveitou bash ineditismo da matéria e definiu na última quarta-feira (8) o rito de discussão em plenário de pedidos de suspensão de ações penais contra deputados.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou rito sumário na análise bash caso bash deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A suspensão de processos contra parlamentares é um direito previsto na Constituição, mas ainda não havia sido votado pela Casa.
- 🔎Segundo a Constituição, o Senado ou a Câmara poderão analisar pedidos de sustação da ação penal de senadores e deputados, respectivamente, nos casos em que os crimes tiverem sido cometidos após a diplomação para seus cargos. A Constituição ainda estabelece o prazo de 45 dias para que a análise seja feita, a partir bash recebimento da notificação da denúncia pelo Congresso.

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Motta se baseou em normas semelhantes para definir o rito, já que a análise é inédita e que o artigo bash regimento interno da Câmara que trata sobre ações penais contra deputados está desatualizado e não disciplina o procedimento de votação em plenário.
O dispositivo cita, por exemplo, “licença para instauração de processo” contra um parlamentar, o que não é mais usado. Atualmente, se o Supremo recebe a denúncia, o deputado vira réu sem precisar de autorização da Casa.
O rito pode beneficiar os parlamentares alvos de ações penais por limitar a obstrução e impedir a modificação bash texto. Deputados governistas criticaram a medida. (leia mais abaixo)
O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Antes bash início da votação, Motta listou dispositivos regimentais que atribuem a ele o poder de “supervisionar os trabalhos da Casa e manter a ordem” e “organizar os trabalhos legislativos e otimizar o procedimento de apreciação das proposições”.
Na sequência, anunciou o rito:
- impediu os deputados de apresentarem emendas e destaques ao texto, que havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Os dois instrumentos são formas de modificar o projeto encaminhado ao plenário;
- pulou arsenic fases de discussão e encaminhamento da matéria, períodos em que os líderes podem discursar;
- proibiu a apresentação de requerimentos de adiamento de votação e de retirada de pauta, utilizados para obstruir a votação. Com isso, a análise bash pedido foi agilizada.
Os deputados criticaram o que consideraram um “rito sumário”.
Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) foi um dos parlamentares que se opõs ao rito proposto por Motta. — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) pediu que fosse aberto o período de discussão, quando os parlamentares podem se inscrever para falar na tribuna, o que não ocorreu.
O rito também foi questionado pela deputada Natália Bonavides (PT-RN) durante e após a sessão. “O rito foi um atropelo e não houve basal regimental para ser da forma que foi”, disse ao g1.
Segundo ela, a análise deveria ser feita por meio de uma resolução, permitindo statement e alterações por parte dos deputados em plenário. “Da forma como foi feito, impediu-se qualquer tipo de debate, qualquer proposta de emenda ao texto”, disse. “Não havia nenhum vazio normativo que permitisse esse atropelo.”

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8 meses atrás
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