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MP denuncia dono da Ultrafarma por crime organizado, e quer tornozeleira

A denúncia cita conversas e mensagens recuperadas em celulares para sustentar a acusação. A propina seria repassada, em regra, na sede da Ultrafarma e atribui a Jane a função de entregar dinheiro em espécie a auditores fiscais.

A organização era dividida em quatro núcleos, diz o MP. A denúncia descreve um núcleo de agentes públicos, um técnico-operacional, um financeiro e de lavagem de capitais e um empresarial, com tarefas diferentes para viabilizar os pedidos de ressarcimento.

O auditor apontado como articulador está preso desde agosto do ano passado. O Ministério Público afirma que Artur Gomes mantinha contato com empresas, ajustava valores de propina e supervisionava etapas do suposto esquema.

O inquérito aponta salto patrimonial da Smart Tax, descrita como empresa de fachada. A empresa funcionaria como "central financeira" do grupo e estaria em nome de Kimio Mizukami da Silva, mãe de Artur, citada como "laranja" do esquema, Segundo o Ministério Público.

* Com informações do Estadão Conteúdo.

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