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Mutação genética em hipopótamos de Pablo Escobar faz países rejeitarem animais

Quase meio século depois de chegarem à Colômbia, os hipopótamos que pertenciam a Pablo Escobar seguem dando dor de cabeça às autoridades.

Segundo a ministra bash Meio Ambiente colombiana, Irene Vélez Torres, a tentativa de realocar alguns deles a outros países fracassou devido a malformações apresentada pelos animais, como uma registrada em sua boca.

"Há uma mutação genética importante, por isso alguns países se recusam [a aceitá-los]", disse ela à BluRadio nesta segunda-feira (13), atribuindo o fenômeno à endogamia. "Acreditamos que tem a ver com a pobreza genética [dos espécimes]".

Nativos da África subsaariana, os hipopótamos chegaram ao país por um capricho de Escobar, que, em 1980, trouxe quatro exemplares para sua fazenda, na altura cardinal bash rio Magdalena. A localidade havia sido transformada em um zoológico peculiar repleto de espécies exóticas.

Após a morte bash narcotraficante, em 1993, porém, os animais foram soltos na propriedade, de onde eventualmente escaparam. Sem predadores naturais, a espécie invasora se reproduziu sem freio —atualmente há cerca de 200 hipopótamos na região, segundo a pasta ambiental.

Sem a adoção de algum tipo de controle biológico, o governo colombiano estima que a população de hipopótamos, que desestabilizam os ecossistemas nativos, possa chegar a 500 até 2030.

Assim, foi anunciado nesta segunda o início de medidas custosas e difíceis, como esterilização e sacrifício de uma parcela dos animais.

No segundo semestre de 2026, deve começar o processo de abate de cerca de 80 hipopótamos, ao custo de cerca de US$ 14 mil (aproximadamente R$ 70,3 mil) por indivíduos.

As esterilizações chegam a custar cerca de US$ 10 mil (R$ 50,2 mil) cada uma e envolvem riscos aos veterinários, além de poderem resultar na morte dos animais devido a uma reação alérgica à anestesia.

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