Durante o interrogatório, o advogado da OpenAI, William Savitt, pressionou Musk sobre se ele havia lido um documento de termos enviado por Altman em 31 de agosto de 2017, relacionado à transição da OpenAI para uma organização com fins lucrativos sob supervisão.
A OpenAI afirmou que Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, é movido por uma compulsão de controlar a empresa e estaria ressentido com seu sucesso após deixar o conselho em 2018.
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A empresa também afirmou que Musk não priorizou questões de segurança enquanto esteve à frente da OpenAI e que agora tenta impulsionar sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI — uma unidade da SpaceX que ainda está atrás da OpenAI em termos de adoção por usuários.
A OpenAI liderou a popularização da inteligência artificial com o chatbot ChatGPT e vem captando bilhões de dólares de investidores para expandir sua capacidade computacional, mirando uma possível oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) avaliada em cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões).
Musk busca mudanças fundamentais na governança da empresa, além de uma indenização de US$ 150 bilhões (R$ 748,3 bilhões).
Em alguns momentos, Musk demonstrou frustração com o interrogatório conduzido por Savitt.
A juíza distrital dos Estados Unidos, Yvonne Gonzalez Rogers, advertiu posteriormente Savitt por não deixar Musk responder a uma pergunta, mas rejeitou as queixas do bilionário de que o advogado estivesse conduzindo mal o interrogatório.
Musk também foi questionado sobre por que não processou a OpenAI anteriormente e sobre como e por que não percebeu que a empresa se tornaria uma entidade com fins lucrativos.
Savitt apontou repetidamente para e-mails enviados a Musk por outros fundadores da OpenAI, nos quais era discutida a possibilidade de a companhia, em algum momento, deixar de disponibilizar sua tecnologia ao público ou passar a lucrar com ela.
Ao ser questionado, Musk afirmou ainda que sua empresa, a xAI, utilizou a OpenAI para treinar seus próprios modelos, acrescentando: “É prática comum usar outras inteligências artificiais para validar a própria IA.”
Savitt também pressionou o bilionário sobre mensagens de texto e e-mails que indicariam que ele, em alguns momentos, demonstrou abertura à criação de uma entidade com fins lucrativos e que Altman o mantinha informado sobre os investimentos da Microsoft na OpenAI.
Altman e o presidente da OpenAI, Greg Brockman, estiveram presentes no tribunal durante grande parte do depoimento de Musk, acompanhando o interrogatório atentamente.
Musk foi dispensado após mais de duas horas de interrogatório e, em seguida, seu principal assessor, Jared Birchall, prestou depoimento.
A OpenAI, fundada em 2015, evoluiu de um laboratório de pesquisa sem fins lucrativos, criado no apartamento de Brockman, para uma empresa avaliada em mais de US$ 850 bilhões (R$ 4,2 trilhões), que planeja abrir capital.
Musk busca uma indenização de US$ 150 bilhões da OpenAI e da Microsoft, uma de suas principais investidoras, com o valor destinado ao braço filantrópico da OpenAI.
Musk também quer que a OpenAI volte a ser uma organização sem fins lucrativos, com a destituição de Altman e Brockman de seus cargos de diretores e a remoção de Altman do conselho. As alegações incluem quebra de dever fiduciário e enriquecimento ilícito.
A OpenAI afirmou ter criado uma entidade com fins lucrativos para poder aceitar investimentos privados, que ajudariam a ampliar seu poder computacional e a remunerar cientistas altamente qualificados.
Musk acusou a OpenAI de abandonar sua missão original de desenvolver inteligência artificial em benefício da humanidade.
A juíza respondeu: “Acho irônico que seu cliente, apesar desses riscos, esteja criando uma empresa exatamente no mesmo setor”, referindo-se à xAI, empreendimento de inteligência artificial de Musk que agora faz parte da SpaceX.
A juíza não permitiu o depoimento, afirmando: “Este não é um julgamento sobre os riscos de segurança da inteligência artificial.”
O julgamento começou na segunda-feira e deve durar várias semanas. As próximas testemunhas, após o depoimento de Birchall, devem ser Brockman e o especialista em segurança de inteligência artificial Stuart Russell.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

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