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Nio, sucessora da Oi, bate o martelo e decide entrar na internet móvel

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O esfacelamento da Oi ocorreu lentamente. Em 2021, a área de infraestrutura foi vendida e deu origem à V.tal, companhia que pertence a fundos geridos pelo banco BTG. Ela renomeou a marca de data centers para Tecto.

A operação de celular foi pulverizada entre Claro, TIM e Vivo em 2022. Dois anos depois, os serviços de fibra óptica foram vendidos também para a V.tal, como desfecho de um acordo bilionário que sepultou de vez a ex-campeã nacional. Essa última etapa deu origem à Nio, constituída em março de 2025.

Para atender os milhões de clientes herdados da Oi Fibra, a Nio recorria a duas subsidiárias da Oi, a Services (sistemas de TI) e a Serede (serviços de campos). Diante da iminente falência das duas, a nova empresa começou a criar estrutura própria. E de forma acelerada. A toque de caixa, construiu aplicações, plataformas críticas e nova arquitetura. Na mesma velocidade, contratou cerca de mil pessoas. Para atuar como técnicos de redes veio até gente de outras áreas. Alguns ex-vendedores, ex-garçons e ex-motoristas de Uber aprenderam a instalar equipamentos na casa de clientes na prática, acompanhando profissionais mais experientes. Esse, no entanto, não foi o único risco.

A gente decidiu naquele momento ali acelerar. Tomar alguns riscos, inclusive de não testar 100% o que a gente tinha que testar, de não desenvolver tudo que a gente tinha que desenvolver para poder ficar livre desse risco de falência da Oi
Márcio Fabbris, CEO da Nio

Operar com sistemas inacabados, admite Fabris, levou a falhas no atendimento, como confusões no direcionamento de chamados técnicas e filas de até dez dias para instalação na casa de novos clientes. A pressa se justificou. A falência da Oi foi decretada em novembro de 2025 (depois revertida na Justiça) e a da Serede veio em março de 2026.

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