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Nova tecnologia reduz riscos no transporte de órgãos, diz CSO da Biotecno

Linck cita um caso na Itália em que um coração teria viajado cerca de 900 quilômetros armazenado em caixa com gelo seco. Para ela, o método pode fazer com que o órgão chegue fora de condições ideais de uso. Ela afirma que há equipamentos no exterior, mas que, além de ainda usarem gelo nas paredes do dispositivo, são descartáveis e caros para o Brasil.

Se eles são descartáveis, o custo deles é de 5, 6 mil dólares por uso, é totalmente impossível para o sistema de saúde brasileiro. Lidia Linck

De acordo com a executiva, o TAURA funciona como um mini refrigerador com compressor e pode operar em bateria, na rede elétrica ou conectado a aeronaves. Ela diz que o equipamento já chegou a operar por até 10 horas, mantendo, por exemplo, um coração a 8°C.

Linck ainda relata que a Biotecno conduz um estudo de casos com o Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, e com o InCor, em São Paulo. Os resultados preliminares, segundo ela, indicam menor tempo de UTI pós-transplante e menor taxa de rejeição quando o órgão é transportado com temperatura estável.

Ela sustenta que o equipamento pode reduzir perdas de órgãos e ampliar o raio de captação, o que ajudaria a diminuir filas.

[TAURA] já se tornou um produto, ele está à venda, ele é patenteado, é um produto já com registro na Anvisa, FDA, todas as certificações que a gente precisava ter para comercializar ele. E já estamos com ofertas de outros países também interessados em adquirir. Lidia Linck

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