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Número de mortos por chuvas no RS sobe para 66, desaparecidos passam de 100

(Reuters) - Subiu para 66 o número de mortes causadas pelas fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o início da última semana e ainda existem 101 pessoas desaparecidas, informou a Defesa Civil estadual na manhã deste domingo.

As chuvas, que provocaram cheias em rios em várias regiões do Estado, além do colapso de barragens, destruição de estradas e pontes e afetaram os serviços de fornecimento de água, energia elétrica e de serviços de telefonia também deixaram mais de 80 mil pessoas desalojadas e afetaram, até o momento, mais de 700 mil pessoas em dois terços dos 497 municípios do Estado, segundo a Defesa Civil.

Chovia na manhã deste domingo em algumas regiões do Estado, o que deve atrapalhar os esforços de resgate em locais isolados ou de difícil acesso. O número de mortes confirmadas também deve aumentar nas próximas horas, já que além dos desaparecidos, as autoridades ainda investigam se seis mortes registradas no Estado têm relação com as chuvas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará nesta manhã ao Rio Grande do Sul, a segunda vez que visita o Estado nesta semana, e desta vez estará acompanhado dos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de uma comitiva de ministros e outras autoridades.

Lula se reunirá com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que decretou estado de calamidade no Estado, e acompanhará os esforços federais de articulação com autoridades locais nos trabalhos de resgate.

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No sábado, em entrevista coletiva ao lado dos ministros da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, que é gaúcho, e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, Leite afirmou que será necessário uma espécie de "Plano Marshall" para reconstruir o Estado após as chuvas, em referência ao plano patrocinado pelos Estados para reconstruir a Europa devastada após a Segunda Guerra Mundial.

Também neste domingo, em discurso a uma multidão de fiéis na Praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco prometeu rezar pela população gaúcha e pediu a Deus que confortes os mortos e os desalojadas.

No sábado, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) adiou as partidas que o Grêmio e o Internacional, os dois principais times do Estado, teriam na Copa Libertadores e na Copa Sul-Americana respectivamente nos próximos dias. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já havia adiado todas as partidas envolvendo equipes gaúchas nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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