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O novo dono da Fazenda: o estilo e a ascensão de Dario Durigan

A troca faz parte de um arranjo com Haddad para que ele dispute o governo de São Paulo, onde Lula precisa de palanque na campanha pela reeleição. Se perder, mas o presidente for reeleito, Haddad assumiria a Casa Civil em 2027.

A mediação do ministro ajudou a azeitar a relação de Dario com Lula, mas coube ao próprio secretário estreitar os laços. No final de janeiro, ele presenciou, por exemplo, a conversa do petista com Donald Trump, dos EUA. É comum ser chamado ao Palácio do Alvorada, a residência oficial, para conversarem enquanto tomam uísque.

Dario terá a missão de garantir o cumprimento do plano arquitetado por Haddad: um superávit de 0,25% do PIB. Isso seria uma vacina contra as críticas da direita de que o governo não tem responsabilidade fiscal.

Ele não é petista, mas comunga de princípios da esquerda. É progressista e defende a justiça social. Por isso, encampou pessoalmente a tributação dos super-ricos.

Outro ponto em comum com Lula é o talento pela negociação. No decreto que aumentou o IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) no ano passado, por exemplo, coube a ele convencer o Congresso após a publicação da medida.

Um parlamentar da oposição, que preferiu falar sob reserva, surpreendeu-se. Disse que Dario poderia ter ignorado as reclamações dos parlamentares, diante da possibilidade de derrubada da medida pelo Congresso para que ela fosse judicializada posteriormente.

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