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O que acontece com o Irã após o país barrar sistemas da Starlink

Os terminais da Starlink dependem de sistemas GPS para funcionarem corretamente e ficarem sincronizados com os satélites no espaço. Logo, autoridades de inteligência do país conseguem detectar esses sinais e realizar operação para apreensão dos sistemas.

Internet da Starlink, de Elon Musk, é proibida de funcionar no país. Uma lei de 2025 proíbe o uso de conexão à internet por satélite —estimativas do início do ano davam conta que havia entre 50 mil e 100 mil terminais de Starlink no país.

Sem conexão da Starlink, o Irã terá praticamente um blecaute de comunicação com o mundo externo. Dessa forma, a população não consegue comunicar o que está acontecendo no país. Entidades especializadas em direitos digitais temem que essa seja uma forma de o regime ocultar violações de direitos humanos.

Para quem tem internet, o acesso é precário. Segundo o Iran International, site jornalístico baseado em Londres e que cobre a situação no país, pessoas com acesso à rede conseguem, no máximo, enviar mensagens de texto e conversar por voz. Publicar fotos ou vídeos em redes sociais é impossível. A falta de conexão atinge também apps de banco do país, sistemas de pagamento e até de plataformas de mensagens comuns no país, como Bale Messenger.

Redes móveis de internet geralmente são bloqueadas por jammers. Esses sistemas militares são semelhantes aos que impedem drones de voar em determinada região. A diferença é que esses sistemas conseguem derrubar sinais de radiofrequência em uma determina área. O funcionamento é semelhante ao de um aparelho que silencia caixa de som em praias, só que numa escala menor. Quanto às redes fixas, o governo controla as principais operadoras do país.

Em entrevista, ministro iraniano diz que ele tem acesso à internet, pois é "voz dos iranianos". Em conversa pela internet com a rede de TV dos EUA CBS, Abbas Arachchi, ministro das relações exteriores do Irã, foi questionado sobre a razão de ele estar conectado e o restante da população, não. Ele disse que seu acesso é justificado para que lado do país seja ouvido.

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