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OpenAI desiste de mudança que transformou o ChatGPT em 'bajulador'; entenda

A OpenAI reverteu uma atualização que levava o ChatGPT a exagerar no esforço para agradar os usuários. A decisão foi anunciada na terça-feira (29). A mudança implementada em março fazia a inteligência artificial (IA) bajular os interlocutores, evitando corrigir erros e adotando uma postura exageradamente neutra diante de informações incorretas. Segundo a empresa, a intenção era tornar a IA mais empática e educada, mas, na prática, o assistente virtual acabou exagerando na gentileza. Após receber feedbacks negativos, a empresa realizou ajustes para tornar a ferramenta mais direta e assertiva novamente, discordando ou corrigindo o usuário quando necessário. A seguir, saiba mais sobre a mudança no ChatGPT e entenda os problemas da atualização que foi suspensa.

 Reprodução/Ju Jae-young/Shutterstock Versão 'bajuladora' do ChatGPT foi revertida pela OpenAI após reclamações; entenda — Foto: Reprodução/Ju Jae-young/Shutterstock

Exageros para agradar o usuário comprometeram a utilidade da IA

Conforme a OpenAI, o novo comportamento submisso do ChatGPT passou a atrapalhar a execução de tarefas importantes e a precisão das respostas geradas pela ferramenta. O modelo deixava de corrigir erros simples, evitava expressar opiniões contrárias e ignorava problemas de lógica ou de veracidade.

A atualização, que estava em vigor desde março, foi descrita pela própria empresa como um “exagero na empatia”. Segundo os portais americanos TechCrunch e The Verge, o chatbot deixou de contradizer informações incorretas e passou a dar respostas mais genéricas, evitando contrariar o usuário. Essa 'bajulação comprometeu a qualidade do conteúdo gerado, a utilidade da ferramenta e até a confiança das pessoas nas respostas apresentadas.

 Reprodução/Júlia Silveira ChatGPT responde sobre atualização que o deixou exageradamente simpático — Foto: Reprodução/Júlia Silveira

Perguntamos ao ChatGPT sobre essa atualização e a plataforma confirmou os problemas da versão mais "agradável". O chatbot ainda apontou as três principais mudanças em suas configurações na época: excesso de elogios genéricos, falta de confronto e questionamento e "empatia fake", ou seja, uma abordagem que soava artificial ao tentar agradar o interlocutor. Ainda segundo a resposta da plataforma, a inteligência artificial chegou ao ponto de "reforçar delírios" quando pessoas diziam serem Deus, por exemplo.

Na busca por equilíbrio entre empatia e assertividade

 Reprodução/Júlia Silveira Mesmo com atualização corrigida, ChatGPT ainda permite calibrar a abordagem — Foto: Reprodução/Júlia Silveira

Com o novo ajuste, a OpenAI promete que o ChatGPT voltará a ser mais objetivo e honesto, mesmo que isso implique em dizer “não”, corrigir informações ou discordar do usuário se necessário. A ideia é encontrar um equilíbrio entre empatia, gentileza e utilidade, garantindo que a IA continue sendo respeitosa, mas sem abdicar da precisão. A empresa também declarou que está trabalhando para dar mais controle ao usuário sobre o comportamento do assistente, o que pode resultar em perfis personalizados no futuro. Atualmente, a plataforma já conta com configurações que permitem calibrar as características do discurso, garantindo abordagens mais diretas, céticas, joviais ou encorajadoras, por exemplo.

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