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Paquistão pede a Trump que adie ultimato ao Irã por duas semanas

O primeiro-ministro do Paquistão, país que atua como mediador nas negociações da guerra entre EUA, Israel e Irã, pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que adie o prazo dado a Teerã em duas semanas.

Presidente dos EUA estabeleceu prazo até as 21h desta terça-feira (7) para reabertura do Estreito de Ormuz. Ele afirmou que "uma civilização inteira morrerá esta noite", caso o regime iraniano não reabra a via marítima.

O primeiro-ministro do Paquistão também solicitou ao Irã a reabertura do Estreito de Ormuz pelo mesmo período, como gesto de boa vontade e pediu que todas as partes em conflito adotem um cessar-fogo de duas semanas para permitir o avanço da diplomacia.

Segundo o premiê, os esforços diplomáticos por um acordo de paz no Oriente Médio “avançam de forma constante”.

Trump está ciente da proposta do Paquistão e vai responder em breve, segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou ao site americano Axios nesta terça-feira.

O Irã também recebeu a proposta e está "analisando positivamente" o pedido de cessar-fogo por duas semanas, fontes disseram à agência de notícias Reuters.

A guerra no Oriente Médio entrou em um dia decisivo nesta terça-feira (7). A manhã foi marcada por intensos ataques na região, a poucas horas do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Irã reabrir totalmente o Estreito de Ormuz.

Em meio à escalada militar, tanto Trump quanto o Irã dobraram suas apostas e renovaram ameaças nesta terça. O presidente dos EUA afirmou que "uma civilização inteira morrerá esta noite", caso o regime iraniano não reabra a via marítima.

Já o Irã manteve o tom desafiador. Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou que o país não vai reabrir Ormuz em troca de "promessas vazias" e ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, "se a situação sair do controle". Esta é a única alternativa marítima ao fechamento de Ormuz, conectando o Oceano Índico ao Mar Vermelho.

A autoridade iraniana ameaçou ainda deixar "todo o Oriente Médio no escuro" se os EUA atacarem as usinas de energia do Irã.

Veja, abaixo, o que ocorreu nesta terça:

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