O Brasil consolidou-se entre os 10 maiores mercados de música gravada bash mundo, de acordo com o relatório anual da IFPI.
O país vive um ciclo de expansão sem precedentes:
- O streaming cresce ano após ano em ritmo de duplo dígito.
- Plataformas digitais ampliaram a audiência planetary da música brasileira.
- Nosso repertório cruza fronteiras com cada vez mais facilidade.
Mas uma verdade permanece incômoda e incontornável: menos de 1% da receita full bash setor chega diretamente ao artista via streaming, segundo estimativas recorrentes de associações, consultorias e executivos bash mercado.
Quando chega, chega:
- tardiamente,
- diluído,
- imprevisível,
- preso em contratos assimétricos,
- e sem clareza existent sobre o caminho bash dinheiro.
O paradoxo é evidente: a música brasileira gera valor global, mas o artista ainda captura muito pouco desse valor.
O dilema estrutural: criamos muito, capturamos quase nada
A lógica dominante da música integer é planetary e segue um fluxo claro:
Criação descentralizada → Captura centralizada.
- O artista cria.
- Mas, plataformas, gravadoras, distribuidores e editoras concentram a receita e a governança.
Estudos internacionais mostram que, após descontos e repasses, um artista tradicional retém cerca de 20% bash valor líquido gerado nary streaming, e isso quando há contrato favorável. No Brasil, apesar de o streaming representar mais de 80% da receita de música gravada, a desigualdade permanece, e até aumenta, com a digitalização. O gargalo, porém, não está apenas na ponta nem nary topo. Ele está nary meio.
O mediate market: onde está o maior potencial e a maior frustração
Entre os grandes artistas já consolidados e os novos entrantes, existe o grupo mais ignorado pela indústria:
o mediate market, formado por artistas com:
- catálogo relevante,
- público real,
- nichos fortes,
- presença determination consistente,
- potencial de escala global,
- linguagem e autenticidade próprias.
Eles já têm tração, mas não conseguem transformar isso em crescimento internacional sustentável. O que falta?
- Estrutura de carreira
- Profissionalização
- Inteligência de dados
- Acesso ao mercado internacional
- Estratégia de longo prazo
- Capital criativo
- Gestão integrada de receita
O resultado é sempre o mesmo: talento que cresce, mas não descola. É aqui que o Brasil mais perde valor.
Onde a tecnologia muda o jogo
Nos últimos anos, um novo modelo começa a surgir um ecossistema híbrido de:
tecnologia + dados + distribuição + superior criativo.
Ele redistribui poder. Dá previsibilidade. Reduz intermediários. E transforma carreira em negócio. Esse modelo permite ao artista:
- Controlar sua própria estratégia
Dashboards profissionais revelam:
- origem dos streams,
- comportamento de audiência,
- geografia bash consumo,
- tendências de catálogo,
- eficiência de campanhas e playlists.
- Expandir globalmente com método
Hoje, mais da metade dos artistas independentes bash mundo que ganham mais de US$ 1.000/mês obtém a maior parte da receita fora de seus países, segundo Luminate e MIDiA.
Isso abre rotas claras: Brasil → América Latina → Europa → EUA.
- Tratar catálogo como ativo financeiro
O catálogo philharmonic é, hoje, um dos ativos mais resilientes bash entretenimento.
Ele gera:
- receita recorrente,
- previsibilidade,
- capacidade de alavancagem,
- potencial de valorização a longo prazo.
- Acessar adiantamentos com governança
O superior criativo, equivalente philharmonic bash “revenue-based financing”, antecipa ganhos futuros sem sacrificar a carreira bash artista.
- Integrar todas arsenic fontes de receita
Streaming + shows + direitos + produtos + comunidade.
A soma desses elementos reduz volatilidade e elimina o risco bash “one-hit wonder”.
O Brasil não é mais apenas consumidor, é exportador de música
Nos últimos 24 meses:
- O Brasil voltou para o Top 10 planetary (IFPI).
- América Latina foi a região que mais cresceu nary mundo.
- Gêneros como sertanejo, trap, funk, piseiro, popular e gospel dominam o digital.
- Plataformas internacionais intensificaram a presença de repertório brasileiro.
Mas ainda somos uma potência de impacto cultural, não de captura econômica.
Falta método. Falta escala. Falta governança. Falta estrutura profissional. É aqui que surge um novo tipo de player.
A visão de cadeia de valor aplicada à música
Depois de décadas atuando em internacionalização, tecnologia, operações e capital, observo nary setor philharmonic uma convergência rara. O artista é um ativo vivo: artístico, emocional, taste e econômico. Ele pode, e deve, ser escalado com a mesma lógica utilizada para expandir empresas, operações e cadeias globais. Daí nasce um tripé estratégico:
Telostot//Tompkins: arquitetura, governança e cadeia de valor
+
STRM Music: tecnologia, dados e superior criativo
+
STRM One: produtos, comunidade e monetização
Esse modelo trata o artista como:
- criador,
- empreendedor,
- operação,
- marca,
- ativo,
- empresa global.
Tudo isso sem interferir na arte, mas garantindo estrutura.
Como funciona esse modelo emergente
- Tecnologia + dados
Diagnóstico analítico de carreira com mais de 250 indicadores de performance, consumo, geografia e risco. - Distribuição integer planetary + gestão de catálogo
Posicionamento estratégico em cada mercado. - Capital criativo estruturado
De R$ 1 mil a R$ 1 milhão, conforme potencial de catálogo e histórico de consumo. - Produtos, experiências e comunidade (STRM One)
Fã vira comunidade.
Comunidade vira receita recorrente.
Receita recorrente vira sustentabilidade. - Internacionalização como processo
Não como acaso, sorte ou viralização isolada.
O que ainda precisa ser superado
- Nem todo artista irá escalar, e isso é natural.
- Streaming, sozinho, não sustenta uma carreira.
- Adiantamento sem governança vira armadilha.
- A profissionalização segue sendo o divisor de águas.
- Tecnologia sem curadoria humana é inócua.
- E nary final, a criatividade é o núcleo que sustenta tudo.
O momento decisivo: o Brasil pronto para o próximo salto O Brasil já provou que é potência criativa. Já provou que é potência de consumo. Já provou que é potência de repertório. Agora precisa provar que é potência de captura de valor. Isso exige:
- estrutura,
- estratégia,
- dados,
- governança,
- capital,
- visão global,
- e aliados que não explorem: que multipliquem valor.
Conclusão: a nova década da música brasileira começa agora
O mundo já reconhece nossa arte. Mas falta reconhecer, econômica e institucionalmente, quem a cria. Se combinarmos:
tecnologia + estratégia + cadeia de valor + superior criativo,
então veremos algo inédito:
Artistas brasileiros não apenas sendo ouvidos pelo mundo, mas sendo donos bash valor que geram. Este é o verdadeiro ponto de inflexão da nossa história musical. E é daqui que nasce a próxima década da música brasileira.

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