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Paralisação na Argentina pode provocar prejuízo de US$ 600 milhões

Projeto reduz indenizações, permite pagamentos em bens ou serviços, estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito de greve, entre outros pontos. O governo garante que as mudanças ajudarão a reduzir a informalidade, que atinge mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos ao diminuir a carga tributária para os empregadores.

Para avançar na discussão na Câmara dos Deputados, o partido do governo teve de eliminar do texto aprovado no Senado um polêmico artigo que reduzia o salário para entre 50% e 75% durante as licenças médicas.

Paralisação é convocada pela CGT (Confederação Geral do Trabalho) que se posiciona com "absoluto rechaço" ao projeto de "modernização laboral". Segundo a entidade, caso o projeto seja sancionado, "agravará todos os problemas de trabalho na Argentina, de hoje e do futuro".

(O projeto) aprofundará a precariedade laboral e degradará a qualidade de vida, eliminando direitos individuais e coletivos consagrados pela Constituição nacional, em um contexto de uma gigantesca transferência de recursos dos setores mais vulneráveis aos mais concentrados da economia. CGT, em nota

Em dois anos de governo Milei, foram fechados 120 mil postos de trabalho em empresas privadas, cerca de 80 mil em órgãos públicos e ainda 25 mil em casas particulares, segundo a Confederação. "Os graves problemas de pobreza, desemprego, precarização e deterioração da situação social não são derivados das leis que regem o universo laboral, mas são consequências diretas da falta de crescimento e de inversão produtiva nas políticas econômicas (macro e micro) nacionais levadas adiante", pontua a Confederação.

(*) Com informações da AFP

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