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Partido Missão aciona PGR contra governadora de PE após encontrar documentos de facção em presídio

Pré-candidato a presidente pelo Missão, partido ligado ao MBL, Renan Santos entrou com representação na Procuradoria Geral da República contra a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), responsabilizando-a pela infiltração do crime organizado em um presídio desativado do estado.

A denúncia ocorre após visita de Renan e aliados ao presídio Professor Barreto Campelo, em Itamaracá (PE), na última terça-feira (13). O local foi recentemente desativado pelo governo estadual e dará lugar a um projeto de turismo.

Segundo Renan, no prédio já vazio foram encontradas anotações indicando atuação do Comando Vermelho no local, além de referências a apostas no jogo do bicho, um aparelho de TV e tomadas para carregar celular. O grupo filmou e fotografou o local.

"Foram encontrados diversos documentos, registros manuscritos e itens materiais, aparentando terem sido abandonados no local, os quais revelam, em tese, a existência de uma estrutura de comércio ilícito, administração paralela e atividades criminosas em pleno interior do estabelecimento prisional, à época em que este ainda se encontrava ativo:, diz a representação assinada pelo presidenciável.

A peça lista que também foram identificados largados nas celas cadernos de contabilidade relacionados à venda de drogas, além de uma espécie de manual de iniciação no Comando Vermelho.

Num caderno, havia referência ao fato de que um faccionado teria encomendado um assassinato mediante pagamento de R$ 10 mil, além de explicações sobre regras e dinâmica interna da organização criminosa. Até mesmo uma lista de presença em um churrasco foi localizada, segundo o Missão.

"É a demonstração crua de que o poder público do estado do Pernambuco perdeu o controle do sistema prisional e, pior, aparenta ter simplesmente virado as costas para o que ocorria dentro dele", diz a peça enviada à PGR.

"No mínimo, Pernambuco está diante de um cenário de extrema negligência, onde os responsáveis deixaram que o crime organizado ocupasse as instalações do próprio Estado", acrescenta.

A representação pede a abertura de inquérito contra a governadora e o secretário estadual de Administração Penitenciária, Paulo Paes de Araújo, e eventual ajuizamento de ação penal contra ambos.

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