O PDT vai apoiar formalmente a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o PT abrir mão de ter uma candidatura própria para apoiar a pedetista Juliana Brizola ao governo do Rio Grande do Sul. O conflito local entre as duas siglas era o último impasse para que a aliança nacional fosse formalizada.
"O Rio Grande do Sul está unido para o Brasil. É Lula lá e Brizola aqui", afirmou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, à Folha. Apesar de serem aliadas atualmente, com um pedetista no comandando do Ministério da Previdência Social, uma adesão formal à campanha nacional do PT estava em suspenso.
O estado apresentava o último impasse a ser resolvido entre as duas siglas. O PT gaúcho queria lançar o ex-deputado estadual e ex-presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) Edegar Pretto para disputar o Palácio do Piratini, enquanto o PDT defendeu o nome de Juliana Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola.
Nesta quinta-feira (09), o diretório do PT no Rio Grande do Sul aceitou apoiar a pedetista após uma operação abafa da executiva petista. Até o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu entrou em campo. Os petistas avaliam que a adesão formal do PDT é importante porque ajuda Lula em questões como cálculo do tempo de televisão.
Antes, o conflito entre O PT gaúcho e o diretório nacional escalou publicamente. Ox-presidente nacional do partido, Tarso Genro, que foi ministro da Educação e da Justiça nos primeiros mandatos de Lula, disse na última segunda-feira (06) que uma intervenção seria um desrespeito à militância e ao histórico petista no estado.
"Eu não acredito que eles tenham coragem de fazer uma intervenção para dizer para a militância aqui no estado que a nossa candidata é de outro partido", disse na ocasião.
Dirceu enviou uma carta ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, e ao GTE (Grupo Tático Eleitoral) do partido, órgão que é responsável por definir as estratégias e direcionamentos de alianças eleitorais da sigla. O ex-ministro afirmou que a legenda estava abrindo mão, em vários estados, de candidaturas próprias em nome da aliança para reeleger Lula.
O Rio Grande do Sul foi um dos três estados nos quais o PDT pediu o apoio do PT nas negociações para entrar formalmente na aliança nacional lulista. Os petistas também apoiarão pedetistas ao governo do Paraná, com Requião Filho, e ao Senado em MInas Gerais, com Alexandre Kalil.

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