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Pedidos de ajuda e oportunidades: empresas lidam com tarifaço de Trump

A oportunidade é de ouro para a Kidy, empresa de calçados infantis. Mesmo exportando 11% de sua produção de 13 mil pares por dia, a empresa tem dificuldade para acessar os EUA em razão da alternativa chinesa. "Estamos investindo em posicionamento de marca, adaptando linhas de produtos às exigências técnicas e visuais do mercado americano e buscando parceiros para distribuição", diz o CEO da empresa, Riardo Gracia.

O foco inicial são estados ao sul dos EUA, como a Flórida, onde o perfil do nosso produto tem maior sinergia com o público.
Ricardo Gracia, da Kidy

Os calçados fabricados aqui ocupam apenas 0,5% do mercado americano, dominado por asiáticos. "Existe uma oportunidade de crescimento", diz Haroldo Ferreira, presidente executivo da Abicalçados. Mas, nos EUA, o setor terá de concorrer com asiáticos menos taxados que a China, como o Vietnã.

A entidade espera que um programa em parceria com a ApexBrasil ajude as empresas. "O programa Brazilian Footwear subsidia marcas brasileiras em feiras internacionais, realiza missões comerciais, ações de marketing e traz compradores ao Brasil", diz Ferreira. Ele recomenda que marcas nacionais participem de eventos internacionais. A maior feira calçadista da América Latina, no Anhembi (SP), terá mais de 1.200 importadores, grande parte norte-americanos. "É um lugar que a empresa interessada no mercado estadunidense deve estar."

Linha de produção de calçados no interior de São Paulo
Linha de produção de calçados no interior de São Paulo Imagem: Edson Silva/Folhapress

No mercado interno, as calçadistas terão de lidar com o produto asiático. "A Abicalçados vem alertando o governo sobre a invasão de calçados chineses com custos muito abaixo dos praticados no Brasil. É preservar não somente as empresas, mas quase 300 mil empregos", alerta Ferreira.

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