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Petróleo volta a subir com incertezas sobre negociações entre EUA e Irã

Após fechar em queda de 11,12% na véspera, a US$ 99,72, o barril do tipo Brent avançava 2,53% por volta das 8h46, a US$ 98,35. Já o petróleo WTI, referência nos EUA, subia 2,68%, a US$ 90,49, refletindo a volatilidade do mercado diante do impasse geopolítico e do risco de interrupções no fornecimento de energia.

A alta ocorre após perder força o alívio inicial provocado pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar um ataque à rede elétrica do Irã. O movimento havia derrubado os preços no dia anterior, mas não reduziu as incertezas sobre o rumo do conflito.

Apesar de Trump ter ampliado o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo —, o país negou estar em negociação com os EUA. Autoridades israelenses também afirmaram que um acordo é improvável neste momento.

Com o estreito ainda afetado e o conflito em andamento, o mercado voltou a precificar riscos de restrição na oferta global de energia. Os contratos futuros do Brent para junho avançavam cerca de 2%, próximos de US$ 98 por barril, enquanto o petróleo norte-americano subia cerca de 3%, para perto de US$ 90.

“A situação continua extremamente frágil”, afirmou Tony Sycamore, analista da IG. Segundo ele, a falta de alinhamento entre os envolvidos mantém a pressão sobre os preços.

Além do petróleo, os mercados globais operaram com volatilidade nesta terça-feira, com queda nas bolsas e recuperação do dólar, em meio à cautela dos investidores diante da escalada do conflito.

Para analistas, os danos à infraestrutura energética podem manter os preços elevados por mais tempo, mesmo em caso de trégua. “Mesmo que o conflito termine em breve, os preços de energia podem permanecer altos”, disse Thomas Mathews, da Capital Economics.

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