Uma investigação da Polícia Federal sobre o promotor João Paulo Furlan, irmão do prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB), cita mensagens sobre compra de votos com cestas básicas e gasolina com Gleison Fonseca da Silva, suspeito de praticar crime eleitoral.
O promotor foi afastado por 60 dias pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), de acordo com decisão publicada na edição de terça-feira (13) do diário eletrônico do órgão. Gleison aparece na página da Prefeitura de Macapá como ouvidor-geral.
Em dezembro de 2020, Gleison foi abordado por policiais federais com R$ 1.210 em espécie, além de um celular e um bloco de adesivos e um de santinhos do prefeito, eleito pela primeira vez para comandar Macapá naquele ano. O agente administrativo disse que o dinheiro era de seu 13º salário e que seria usado para o pagamento de aluguel e internet.
Em fevereiro de 2021, a Justiça Eleitoral autorizou a extração e análise dos dados do celular apreendido com Gleison. Dentre as conversas que apontariam uma suposta compra de votos estão algumas entre o suspeito e o promotor.
Em uma delas, o irmão do prefeito, que chama Gleison de Coló, diz que uma mulher ligaria para ele. "Entrega 13 (cestas básicas) para ela, tá, que ela vai pegar contigo. Vou te mandar o número dela", segundo trecho disponível no material da PF.
O relatório diz que, ao analisar a conversa entre o suspeito e o promotor afastado, "é possível comprovar os laços de amizade que existe (sic) entre ambos, sendo crível inferir que Gleison seria o 'homem de confiança' de João para tratar de assuntos referentes a política".
"Ainda, verifica-se que João seria um dos responsáveis pela articulação da campanha do Dr. Furlan, enviando mensagens para que Gleison publicasse em suas redes sociais e até mesmo dar algumas respostas para jornalistas que não eram alinhados as ideias de seu irmão", continua a PF.
"Aparentemente João foi um dos responsáveis financeiros da mesma campanha, pois nos trechos acima expostos infere-se que tenha havido pagamentos ordenados por ele, compra de cestas básicas para distribuição bem como acerto de abastecimento com motoristas para transporte de eleitores. Ademais, na mídia analisada existem diversos comprovantes de transferência bancária entre Gleisson e João Furlan", sustenta a PF.
Segundo a investigação, "não há nos autos, até o momento, indícios de que o mesmo utilizaria seu cargo para a realização dos crimes".
Procurado, o promotor informou que não poderia se manifestar sobre o processo, porque está sob sigilo.

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