O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre do ano, frente ao quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 3,3 trilhões, com resultado positivo nos três setores: agropecuária (2%), indústria (1%), e serviços (0,5%). Frente ao primeiro trimestre de 2025, o ritmo da economia avançou 1,8%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB registrou elevação de 2%. Em valores correntes, foram gerados R$ 3,3 trilhões, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 461,2 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE.
Entre as atividades industriais, a extrativa mineral (3,6%) e a construção (2,9%) tiveram desempenho positivo, enquanto a transformação manteve-se estável (0,1%). Houve queda na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,3%). O setor industrial corresponde a aproximadamente 23% do valor adicionado. Entre as atividades de serviços, que têm peso de aproximadamente 70% na economia do país, houve crescimento no trimestre, frente ao 4o trimestre do ano passado, em informação e comunicação (2,4%), atividades imobiliárias (1,2%), outras atividades de serviços (0,8%), comércio (0,6%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). Por outro lado, caíram transporte, armazenagem e correio (-0,7%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,6%).
A despesa de consumo das famílias (1%) e o investimento (3,5%) expandiram-se, assim como a despesa de consumo do governo (0,4%). No que se refere ao setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram variação negativa de 1,7% ao passo que as importações de bens e serviços cresceram 4,4% em relação ao quarto trimestre de 2025. O coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, explica que depois de um fim de 2025 em que ficou quase estável, no primeiro trimestre o consumo das famílias cresceu em um ritmo próximo ao do PIB.
"Ele é o agregado com mais peso entre os usos e contribuiu para o maior crescimento da economia este trimestre. Já o investimento cresceu 3,5% depois de ter caído 3,4% no trimestre anterior. Mesmo com um peso bem menor que o do consumo, ele também teve uma contribuição significativa para o crescimento no primeiro trimestre de 2026. Já o consumo do governo cresceu menos que no trimestre passado e que no anterior – com uma contribuição mais baixa para o crescimento", detalha Moraes.

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