Autoridades pediram que Elon Musk, dono da rede social, preste esclarecimentos na investigação sobre a plataforma, informou o Ministério Público de Paris.
“Intimações para depoimentos voluntários em 20 de abril de 2026, em Paris, foram enviadas ao sr. Elon Musk e à sra. Linda Yaccarino na condição de gestores de fato e de direito da plataforma X à época dos acontecimentos”, afirmou o órgão. Yaccarino deixou o cargo de CEO do X em julho do ano passado, após dois anos à frente da empresa.
Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 — Foto: AP Photo/Markus Schreiber
Em uma publicação na rede social, a Procuradoria de Paris confirmou as buscas e disse que está deixando o X, e que pode ser encontrada em outras redes como LinkedIn e Instagram.
A investigação foi aberta em janeiro do ano passado pela unidade de combate a crimes cibernéticos do Ministério Público, segundo o comunicado.
O inquérito apura suposta “cumplicidade” na manutenção e disseminação de imagens pornográficas de menores, deepfakes sexualmente explícitos, negação de crimes contra a humanidade e manipulação de um sistema automatizado de processamento de dados no âmbito de um grupo organizado, além de outras infrações.
Linda Yaccarino, ex-CEO do X, e Elon Musk — Foto: Brendan SMIALOWSKI/Jim WATSON /AFP
Além disso, os promotores solicitaram “depoimentos voluntários” de Elon Musk e de Linda Yaccarino, CEO do X de 2023 a 2025, agendados para 20 de abril.
Funcionários do X na França também foram intimados a prestar depoimento como testemunhas na mesma semana de abril, informou o comunicado.
Um porta-voz do X não respondeu a um pedido de comentário.
Ministério Público de Paris anuncia saída do X
Em uma mensagem publicada no X, o Ministério Público de Paris confirmou as diligências em andamento e informou que estava deixando a plataforma, ao mesmo tempo em que convidou seguidores a acompanharem o órgão em outras redes sociais.
A investigação foi aberta inicialmente após denúncias de um parlamentar francês, que alegou que algoritmos enviesados no X poderiam ter distorcido o funcionamento de um sistema automatizado de processamento de dados.
Posteriormente, o inquérito foi ampliado após novas denúncias de que o chatbot de inteligência artificial do X, Grok, teria negado o Holocausto e disseminado deepfakes sexualmente explícitos, segundo o comunicado.

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16 horas atrás
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