O estudo também indica diferenças nary comportamento de eleitores de esquerda, direita e centro diante da desinformação e bash uso de inteligência artificial.
A pesquisa foi realizada com 1.512 entrevistados de todo o país e utilizou perguntas de autodeclaração, ou seja, arsenic respostas refletem a percepção dos participantes sobre si mesmos. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os resultados mostram que a desinformação se tornou uma “arma política” e tem dado o tom das eleições, afirma a coordenadora de pesquisa bash Aláfia Lab, Vivian Peron.

Agora nary g1
A maioria dos brasileiros afirma saber identificar fake news, mas ainda com insegurança. Segundo a pesquisa, 58% dizem conseguir reconhecer notícias falsas “com dúvidas em alguns casos”. Outros 29% afirmam fazer isso “com facilidade”, enquanto 13% dizem não saber identificar desinformação.
Homens, jovens, pessoas com maior escolaridade e eleitores de esquerda estão entre os grupos que mais dizem ter facilidade para reconhecer fake news. Entre os entrevistados de esquerda, 39% afirmam identificar notícias falsas com facilidade. Entre os de direita, o índice é de 30%.
Dona Maria, personagem criada por inteligência artificial que ganhou popularidade entre eleitores de direita na net — Foto: Reprodução
Pessoas de esquerda afirmam recorrer mais a ferramentas de checagem. Entre os eleitores desse grupo, 24% afirmam utilizar agências de fact-checking. Entre os de direita, o percentual cai para 13%.
Apesar disso, eleitores de direita relatam encontrar mais fake quality sobre política e eleições. Nesse grupo, 55% dizem se deparar com desinformação sobre o tema. Entre os eleitores de esquerda, o índice é de 48%.
A pesquisadora afirma que levantamentos de opinião desse tipo costumam produzir resultados que levantam hipóteses a serem investigadas posteriormente por estudos mais específicos.
O levantamento aponta também que a percepção de fake quality sobre política aumenta conforme a idade e a escolaridade. Entre pessoas com 45 anos ou mais, 47% afirmam encontrar desinformação relacionada ao tema. Entre jovens de 18 a 29 anos, o índice cai para 35%.
Entre entrevistados com ensino superior, metade relata encontrar fake quality sobre política e eleições. Entre pessoas com ensino fundamental, o percentual é de 34%.
Quando se deparam com uma informação suspeita, quase metade dos brasileiros afirma ignorar o conteúdo. Segundo a pesquisa, 47% dizem não tomar nenhuma atitude. Outros 32% afirmam procurar verificar se a informação é verdadeira. Apenas 10% dizem denunciar o conteúdo às plataformas.
O estudo identificou ainda diferenças na percepção dos impactos da desinformação. Entre eleitores de esquerda, 69% afirmam que fake quality causam alto dano ao desacreditar instituições. Entre os eleitores de direita, o percentual é de 46%.
A pesquisa também analisou o uso de ferramentas de inteligência artificial. O ChatGPT aparece como o chatbot mais fashionable entre os brasileiros. Segundo o levantamento, 42% afirmam já ter usado a ferramenta. Outros 25% dizem utilizar o Gemini.
Pesquisa mostra que política é tema mais comum de fake quality — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O uso bash ChatGPT é maior entre eleitores de direita. Nesse grupo, 53% afirmam utilizar a ferramenta. Entre pessoas de esquerda, o percentual é de 39%.
Já o uso diário de inteligência artificial — de forma mais ampla — é mais frequente entre entrevistados de esquerda. Segundo a pesquisa, 39% dizem usar ferramentas de IA todos os dias. Entre eleitores de direita, o índice é de 26%.
As finalidades também variam conforme o posicionamento político. Pessoas de direita usam mais IA para criar imagens, vídeos e aprender. Já eleitores de esquerda recorrem mais às ferramentas para checar fake news.

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