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Presidência do PT gaúcho tem seis nomes na disputa

O Partido dos Trabalhadores realiza no próximo domingo (6) as eleições internas dos filiados para definir os presidentes em níveis nacional, estaduais e municipais para os próximos quatro anos. No Rio Grande do Sul, seis nomes disputam o comando da executiva partidária. O PT é uma sigla dividida em tendências, que têm autonomia para determinar suas posições políticas, desde que respeitem as resoluções do partido.

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O Partido dos Trabalhadores realiza no próximo domingo (6) as eleições internas dos filiados para definir os presidentes em níveis nacional, estaduais e municipais para os próximos quatro anos. No Rio Grande do Sul, seis nomes disputam o comando da executiva partidária.

O PT é uma sigla dividida em tendências, que têm autonomia para determinar suas posições políticas, desde que respeitem as resoluções do partido.

Candidato com apoio de tendências de peso no partido, o deputado estadual Valdeci Oliveira concorre pela corrente Socialismo em Construção, mesma do ex-ministro da Reconstrução e deputado federal Paulo Pimenta, cotado para concorrer em 2026 ao Senado ou ao Piratini, e da atual presidente da sigla no RS, Juçara Dutra. Defendem a sua candidatura a tendência Avante, da candidata do PT à prefeitura de Porto Alegre no ano passado, deputada federal Maria do Rosário, e a Construindo um Novo Brasil, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em outra frente, concorre a deputada estadual Stela Farias, da Resistência Socialista. A parlamentar acredita que o partido deve se aproximar de suas bases e buscar o diálogo com siglas com semelhanças ideológicas e com posicionamento mais à esquerda para formar as estratégias com vistas às eleições de 2026. A partir de uma esquerda unida, ela não descarta a formação de coligações com legendas posicionadas mais ao centro.

Também deputada que atua na Assembleia Legislativa do Estado, Sofia Cavedon será candidata pela Democracia Socialista. Ela trabalha a sua candidatura de forma semelhante a Stela, no ponto de vista de que é necessário haver mudanças no partido. Sofia acredita que o PT no Rio Grande do Sul deve se contrapor à posição a nível nacional de frente ampla que o partido consolida desde as eleições de 2022.

Ex-presidente do PT gaúcho na década de 1990, Júlio Quadros é o nome pela Articulação de Esquerda, ex-tendência do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e principal cotado para concorrer ao Piratini pelo partido em 2026, Edegar Pretto. Apesar de ter integrado a corrente até o passado recente, Pretto mantém nesta eleição uma postura mais discreta, sem evidenciar apoio. A candidatura de Quadros é tida como a mais à esquerda entre as cinco, pois a Articulação de Esquerda teria maior dificuldade de formar coligações com siglas de centro-direita. 

Outro quadro do partido que está se candidatando é Thiago Braga, pelo Movimento PT. Ao contrário de Quadros, a corrente de de Braga é a que mais busca articulação com partidos do centro e da direita. Para ele, é necessário fazer esta mediação de forma similar ao que o governo Lula faz em Brasília, sem que se feche as portas para siglas que, no campo ideológico, se afastam do PT. 

O último postulante à presidência estadual do partido a anunciar candidatura foi Marcelo Carlini, da tendência Quilombo Socialista. O petista é secretário de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no Rio Grande do Sul (Sintrajufe/RS).

Candidatos:

Nome  -  Corrente

Júlio Quadros - Articulação de Esquerda

Marcelo Carlini - Quilombo Socialista

Sofia Cavedon - Democracia Socialista

Stela Faria - Resistência Socialista

Thiago Braga - Movimento PT

Valdeci Oliveira - Socialismo em Construção

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