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Presidente do MDB diz que plano do PT de lançar Simone Tebet em SP é uma arapuca

O presidente do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), reagiu à investida do PT para que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), deixe seu partido para concorrer ao governo ou ao Senado em São Paulo na chapa de apoio a Lula (PT). Baleia afirmou à Folha que o PT não age corretamente e está armando uma arapuca para Tebet.

"Graças ao MDB e ao brilhantismo dela, Simone virou uma figura nacional, mas o PT armou uma arapuca que pode queimar uma liderança com um grande futuro político", disse.

"O PT não está agindo corretamente ao usar Simone para uma aventura de um partido que não tem liderança em São Paulo. É um desrespeito com o MDB", completou.

Nesta sexta-feira (30), a ministra afirmou que deixará a pasta até o dia 30 de março e que será candidata na eleição deste ano em São Paulo ou Mato Grosso do Sul, mas sem especificar o cargo. O futuro eleitoral de Tebet deve ser definido por Lula.

Segundo a ministra, não foi feito nenhum acerto ainda e estão programadas novas conversas com o presidente antes do Carnaval. "Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos, não discutimos nem Governo do Estado de São Paulo" afirmou.

Ela disse que conversou com Lula sobre uma candidatura ao Senado e indicou que não deve tentar o governo paulista.

O PT discute nomes para lançar em São Paulo, mas as principais figuras, como Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), resistem a disputar o Palácio dos Bandeirantes. Por isso, Tebet é cogitada como alternativa contra a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O ex-governador e atual ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), também é uma opção.

Pesquisas eleitorais encomendadas por aliados de Tebet indicam que ela pontua bem em São Paulo e poderia representar um incômodo para Tarcísio, que é o favorito para a reeleição.

O objetivo do PT é construir um palanque forte em São Paulo e chegar ao menos ao segundo turno, atraindo um patamar relevante de votos para Lula, ainda que o resultado seja de derrota —como aconteceu em 2022 com Haddad, que disputou o governo. O atual ministro da Fazenda é o preferido pela cúpula do PT para concorrer ao governo paulista.

Em relação ao Senado, os quatro políticos (Tebet, Haddad, Alckmin e França) são opções, além de Marina Silva, que está de saída da Rede e negocia com o PT.

"Simone tem uma história política no MDB desde seu pai, Ramez Tebet, que foi uma das grandes lideranças políticas nacionais do MDB", disse ainda Baleia Rossi.

Para integrar o palanque de Lula em São Paulo, porém, Tebet tem que trocar de partido. Uma filiação ao próprio PT é considerada improvável, mas ela já recebeu convite do PSB. Em São Paulo, o MDB faz oposição ao presidente e deve integrar a coligação de Tarcísio.

No plano nacional, o MDB é divido entre apoiadores e detratores de Lula, e a tendência do partido é a de manter neutralidade no pleito presidencial. Emedebistas próximos ao petista, porém, trabalham para que o partido ocupe a vaga de candidato a vice no lugar de Alckmin.

Tebet, por sua vez, já declarou que, independentemente da posição do MDB, irá apoiar a reeleição de Lula.

Em 2022, ela concorreu à Presidência pelo MDB, como alternativa a Lula e Jair Bolsonaro (PL), mas declarou apoio e fez campanha para o petista no segundo turno, o que ajudou a consolidar o discurso da esquerda de frente ampla contra o bolsonarismo.

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