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Presidente do México diz que Trump descartou ação militar contra o país em telefonema

Durante sua coletiva de imprensa diária, Sheinbaum disse que recusou a ideia de Trump para combater os cartéis de droga existentes no país. Também anunciou que já conseguiu, em um ano, reduzir em 50% o tráfico de fentanil para o país vizinho.

"Continuamos a colaborar no âmbito da nossa soberania", declarou.

Na rede social X, a presidente mexicana também falou sobre o telefonema. Postou uma foto ao lado de sua equipe e disse que a conversa foi "muito produtiva":

"Tivemos uma conversa muito produtiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Discutimos diversos temas, incluindo segurança com respeito à nossa soberania, redução do tráfico de drogas, comércio e investimento. A colaboração e a cooperação num contexto de respeito mútuo sempre trazem resultados".

Claudia Sheinbaum em telefone com Trump ao lado de sua equipe — Foto: X / Reprodução

Questionada sobre as declarações de Trump sobre Cuba, ela negou ter conversado com alguma autoridade cubana sobre o tema, mas se mostrou disposta a "ajudar na comunicação, caso seja solicitado".

Ações terrestres contra cartéis de drogas

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A declaração aconteceu em entrevista à Fox News, e ele também exaltou a derrubada do venezuelano Nicolás Maduro.

"Eliminamos 97% das drogas que entram por via marítima e agora vamos começar a atacar por terra. Os cartéis estão controlando o México, é muito triste ver o que aconteceu com aquele país. Eles estão matando 250, 300 mil pessoas em nosso país todos os anos", disse o presidente americano.
"Nem quero dizer quantos, mas foram dizimados", disse Trump.

O presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso para republicanos da câmara dos EUA — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente também explicou a "Doutrina Donroe" – termo criado por seus admiradores para descrever seu estilo de política externa.

"Basicamente significa segurança para esta parte do mundo. E sim, quero dizer, é bem simples: não queremos drogas entrando no nosso país", disse Trump.

"Não queremos pessoas ruins entrando no nosso país, como aconteceu durante quatro anos sob o governo Biden, que foi o pior presidente da história do nosso país, horrível. Tivemos outros presidentes ruins. Deixa eu te contar, Obama foi um presidente terrível. A divisão e o ódio que isso causou", continuou o político.

"Mas o que Biden fez foi um passo além de tudo o que qualquer pessoa já fez. Tínhamos milhões de pessoas atravessando a fronteira. Agora, ninguém entra a menos que entre legalmente."

Trump também foi questionado se Cuba pode sobreviver sem o apoio da Venezuela. "Não. Cuba depende totalmente da Venezuela para dinheiro e petróleo, e oferece proteção à Venezuela", respondeu o presidente.

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, participa da cerimônia de posse da vice-presidente Delcy Rodriguez como presidente interina da Venezuela na Assembleia Nacional, após os Estados Unidos lançarem um ataque contra o país e capturarem o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, Venezuela. — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria/File Photo

Trump destacou o petróleo como uma das muitas vitórias para os EUA resultantes da queda de Maduro, além do acordo da Venezuela para libertar todos os presos políticos.

"[A Venezuela] tem sido ótima. Realmente tem sido. Quero dizer, tudo o que queríamos, eles nos deram", disse Trump à Fox News.

A receita gerada pelo petróleo venezuelano será usado, segundo informações, para beneficiar tanto o povo venezuelano quanto os Estados Unidos. E, de acordo com Trump, o petróleo vale "bilhões e bilhões".

Ele anunciou que se reunirá com executivos do setor petrolífero na Casa Branca nesta sexta-feira (9). "As 14 maiores empresas estão vindo para cá", disse Trump. "Elas vão reconstruir toda a infraestrutura petrolífera."

O presidente Trump também comentou sobre a oferta da líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, de lhe oferecer o Prêmio Nobel da Paz por sua atuação na Venezuela.

Embora Trump não tenha dito diretamente se aceitaria o prêmio, afirmou que seria uma "grande honra" e anunciou que Machado visitará a Casa Branca na próxima semana.

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