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PT nacional e direção estadual divergem sobre candidatura ao governo paulista

Os diretórios nacional e estadual do PT dão pesos diferentes para a candidatura de um filiado ao partido ao governo de São Paulo nas eleições de 2026.

Enquanto o PT nacional vê a necessidade de ter um quadro da legenda disputando o Palácio dos Bandeirantes para garantir a reeleição do presidente Lula, a direção paulista da sigla sinaliza maior disposição a apoiar um candidato que não seja petista.

A exigência de um nome próprio ao governo vem principalmente de Lula e do presidente da sigla, Edinho Silva, segundo petistas. A cúpula do partido entende que São Paulo, maior colégio eleitoral do país, teve papel importante na vitória de 2022, já que ganhou 4 milhões de votos no estado em relação ao segundo turno da eleição de 2018 para presidente.

O nome preferido de Lula e Edinho é o do ministro Fernando Haddad (Fazenda), que disputou o governo paulista há quatro anos, sendo derrotado pelo atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Haddad, no entanto, tem sido relutante à ideia de se candidatar novamente ao posto.

Aliados do ministro afirmam que ele só disputaria o cargo se fosse por uma determinação de Lula, mas que não descarta concorrer a uma vaga ao Senado. Na casa legislativa ele vê menores chances de sofrer uma quarta derrota consecutiva, após perder as eleições municipais de 2016, em São Paulo, e a disputa presidencial de 2018, além da própria eleição de 2022.

A insistência da cúpula petista em uma candidatura própria reside na visão de que, para reeleger Lula, é necessário empurrar a disputa em São Paulo para o segundo turno, garantindo ao presidente um palanque no estado até o fim das eleições.

A direção paulista concorda que é preciso garantir que ocorra o segundo turno no estado, mas tem mostrado maior abertura para apoiar opções de fora do PT para o governo.

Entre os nomes bem vistos pelo PT estadual estão o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e dos ministros do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), e do Planejamento, Simone Tebet (MDB). O vice de Lula é o único de fora do partido que a cúpula nacional petista teria aceitado como opção.

No entanto, Alckmin já disse a aliados que quer repetir a chapa vitoriosa de 2022 e que não pretende concorrer a nenhum outro cargo que não o de vice-presidente. Tebet teria que mudar o seu domicilio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo e também trocar de partido, já que o MDB, no estado, apoiará a reeleição de Tarcísio.

Márcio França, o único que se colocou à disposição abertamente para o posto, tem lembrado a pessoas próximas que abriu mão de se candidatar ao governo em 2022 a pedido do próprio Lula. Na ocasião, ele apoiou Haddad ao governo e se lançou ao Senado, derrotado pelo hoje senador Marcos Pontes (PL).

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