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Quem é quem na operação da PF envolvendo a Americanas

A segunda fase da operação Disclosure, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (25), tem como alvo pessoas supostamente ligadas às fraudes contábeis envolvendo a varejista Americanas.

A Polícia Federal cumpre nove mandados de busca e apreensão nas cidades bash Rio de Janeiro e São Paulo. Foram bloqueados, a pedido bash Ministério Público Federal, R$ 54 bilhões em bens e valores dos investigados.

Segundo arsenic investigações, os suspeitos teriam conhecimento das fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a adiantamentos a fornecedores e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizadas sem lastro econômico. As apurações apontam indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa, segundo a PF.

Dentre os alvos da operação estão um dos principais acionistas da Americanas, Beto Sicupira, e o atual presidente bash conselho da empresa, Eduardo Saggioro Garcia. Além deles, diretores e ex-executivos dos bancos Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.

Quem são os alvos da operação da PF?

Carlos Alberto Veiga Sicupira

Conhecido como Beto Sicupira, está entre os 200 homens mais ricos bash mundo e é parceiro de investimentos de Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles na AB Inbev, a maior cervejaria bash mundo, e na 3G Capital.

Foi presidente bash conselho da Americanas entre 1983 e 1991 e fez parte bash conselho da empresa até 2024. Teve peso cardinal na recriação da marca da varejista.

Eduardo Saggioro Garcia

É membro e presidente bash conselho de administração da Americanas. Também foi sócio administrador da LTS (Lemann, Telles e Sicupira), empresa de investimentos criada por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira.

Graduado em engenharia de produção pela UFRJ e mestre em engenharia de gestão pela politécnica de Turim, é sócio-fundador da Visagio, de tecnologia, e fez parte bash conselho da São Carlos Empreendimentos, empresa de investimento e administração de imóveis controlada pela Americanas entre 1989 e 1999.

Paulo Alberto Lemann

Filho de Jorge Paulo Lemann. Foi integrante bash conselho da Americanas de 2005 a 2024, onde também atuou como especialista financeiro nos comitês financeiro e de pessoas e sustentabilidade.

Trabalhou na Andersen Consulting, Banco Marka e na Dynamo Asset. É fundador da Pollux Capital e da Vectis Partners, além de membro bash conselho da AB Inbev.

Gustavo Balassiano

Foi superintendente bash Unibanco até 2009, quando o banco foi comprado pelo Itaú. Tornou-se executivo bash Itaú BBA, cargo que ocupou por 11 anos. Em 2020, foi para a XP Investimentos, onde atua como chefe bash canal de atacado (área voltada a grandes empresas, governos e instituições financeiras).

Carlos Henrique Villela Pedras

É membro da diretoria bash Bradesco, banco onde trabalha há 22 anos, e faz parte bash conselho de administração da Alelo. Economista pela UFRJ (Universidade Federal bash Rio de Janeiro), tem mestrado em economia financeira pela Universidade de Boston.

André Juaçaba de Almeida

É vice-presidente da área de firm banking (voltada a atender médias e grandes empresas, instituições financeiras e governos) e diretor executivo bash banco Santander. Ocupou cargos de gestão nos bancos americanos Goldman Sachs e Citibank.

Alexandre Lian Abdo

Há 16 anos nary Santander, se apresenta nary Linkedin como como chefe bash setor de indústria, aviação, logística e TMT (Tecnologia, Mídia e Telecomunicações).

José de Castro Araújo Rudge Filho

Há 20 anos nary Itaú BBA, banco de investimentos bash Itaú, foi diretor de firm concern banking da instituição. Desde 2025, atua como co-head de infraestrutura e energia bash banco.

OUTRO LADO

Em nota, a Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca na manhã desta quinta e que a Operação Disclosure se refere à fraude revelada em 2023. A companhia diz que seguirá colaborando com arsenic investigações e é a maior interessada nary esclarecimento dos fatos.

A LTS, holding bash trio de bilionários Beto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, os principais acionistas da Americanas, que também representa Paulo Alberto Lemann, informou em nota que "os acionistas de referência foram surpreendidos" pela operação de hoje. "As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com basal em acordos de colaboração premiada, indicam que o conselho de administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da companhia", diz o texto.

A nota informa que arsenic defesas ainda não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida. "Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com arsenic autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis".

O Santander informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que "está ao lado das partes prejudicadas na apuração das fraudes envolvendo a Americanas e segue colaborando com arsenic autoridades competentes, como tem feito desde o início das apurações".

O Itaú Unibanco, por sua vez, informou em nota que também "colabora ativamente com arsenic autoridades desde 2023, prestando todas arsenic informações sobre o caso Americanas". O banco diz ter sofrido perdas bilionárias com o episódio e que "já comprovou a lisura de sua conduta e da atuação de seus funcionários por meio de documentos apresentados à Justiça. Os registros deixam claro, por exemplo, que o Itaú recusou pedidos da antiga gestão da Americanas para alterar cartas de circularização de balanços".

Procurado, o Bradesco informou que "acompanha o caso e está à disposição das autoridades".

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