A retomada começou no primeiro governo Lula. Em março de 2003, ele cancelou um edital para comprar do exterior uma plataforma de petróleo, e decidiu que ela deveria ser montada no Brasil. Com a descoberta do pré-sal, a Petrobras passou a privilegiar a contratação de embarcações e plataformas em estaleiros nacionais. Em 2014, já sob Dilma Rousseff (PT), 84 mil pessoas trabalhavam na indústria naval.
Naquele ano, porém, a Operação Lava Jato atingiu gravemente o setor. Sócias dos principais estaleiros nacionais, construtoras como Camargo Correa, OAS, Odebrecht e UTC acabaram denunciadas. Diante dos prejuízos financeiros, a Petrobras reduziu investimentos, cancelou suas encomendas e vendeu parte de seu patrimônio. Em 2017, os empregados contavam 33 mil; em 2021, eram 15 mil.

O PT culpou o então presidente Michel Temer. "A Petrobras vai precisar de 80 plataformas e 210 navios nos próximos 25 anos para explorar o pré-sal, mas deixa de comprar no país para comprar lá fora, gerando empregos na China, na Coreia e em Singapura", disse o senador Humberto Costa (PT-PE) em 2018.
Bolsonaro acelerou o processo ao zerar o imposto de importação para embarcações destinadas à cabotagem. Em 2021, o Senado aprovou o projeto enviado pelo governo: entre as mudanças estava a liberação de navios estrangeiros para esse tipo de navegação, que acontece entre pequenas distâncias, perto do litoral.
A retomada dessa indústria deve ser encarada como política de Estado, não de governo, diz Pimenta. "O que se observa agora é um fortalecimento da articulação política para impulsionar a construção naval, consolidando seu papel estratégico na economia e ampliando sua competitividade no longo prazo", afirma. "Os novos projetos têm o potencial de gerar empregos diretos e fortalecer a indústria brasileira no longo prazo."

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