Em um esforço conjunto para acelerar a recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes de maio de 2024, o programa Reconstrói RS anunciou a conclusão de um ciclo histórico de investimentos. Na tarde desta quinta-feira (18), em solenidade no Instituto Ling, em Porto Alegre, foi anunciado um aporte total de R$ 83,1 milhões provenientes exclusivamente de doações da iniciativa privada. Com o montante, o projeto viabilizou 57 obras estruturantes em mais de 30 municípios gaúchos.Idealizado pelo Instituto Ling, em parceria com a Federasul e o Instituto Cultural Floresta, o programa nasceu sob a inspiração do caso de sucesso de Nova Roma do Sul, onde a comunidade reconstruiu uma ponte com recursos próprios em tempo recorde no ano anterior. Desta vez, o volume de recursos foi potencializado por grandes doadores, liderados pela Família Ling (R$ 50 milhões), Lojas Renner (R$ 15 milhões) e o empresário Salim Mattar (R$ 5 milhões).Segundo o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, o balanço das realizações revela uma prioridade clara: devolver o direito de ir e vir aos cidadãos. Das 57 intervenções, 23 foram destinadas à reconstrução de pontes, somando mais de R$ 15,2 milhões. Entre os destaques estão a Ponte Mista em Galeria no Rio Caí (Caxias/Nova Petrópolis) e a reconstrução de pontilhões em Alto Feliz e Nova Roma do Sul.“Surgiram várias pontes, pontilhões que que têm um um ganho imensurável para aquela comunidade rural, por exemplo. Quanto é que vale para uma comunidade rural com idosos? Tu tu teres ou não teres acesso à tratamento de saúde, a um risco de infarto. Para quem tem uma avicultura, uma suinucultura, é a diferença para o idoso, entre a vida e a morte, para o pequeno produtor agricultor familiar, entre quebrar ou se manter próspero, né? Ele não tem mais acesso para trazer ração pros animais. É um ganho imensurável direto nessas obras”, destacou Sousa Costa.Além das pontes, o programa investiu pesado em obras, segundo ele, “invisíveis" aos olhos do grande público, mas vitais para a segurança urbana. Foram elas: • Contenção: 14 projetos de muros de gabião e encostas (R$ 10,5 milhões) para evitar novos deslizamentos.• Drenagem: 13 projetos de galerias e bacias (R$ 11,7 milhões) em cidades como Imigrante e Putinga.• Pavimentação: Recuperação de estradas rurais e rotas turísticas, como a Rota Águas e Vales.Apesar disso, Costa destaca que o impacto do Reconstrói RS não se limitou à engenharia cirvil. Segundo ele, o programa apoiou micro e pequenos empreendedores por meio da Associação Estímulo, visando a retomada econômica das famílias que perderam seus negócios. Na área da saúde, o Hospital Santa Rita, recebeu apoio estruturante para garantir a continuidade dos atendimentos.Para o presidente, o sucesso da iniciativa reside na agilidade e no sentimento de cooperação, classificando o projeto como crucial para quem acredita no associativismo e no empreendedorismo. Ao utilizar a rede de mais de 200 Associações Comerciais do Estado para identificar prioridades, o programa conseguiu contornar burocracias e rapidamente entregar resultados. “A enchente, a tragédia, trouxe dor e perdas irreparáveis para todo o Estado, mas deixou também um campo fértil de valores e virtudes que a gente viu emergir durante a tragédia. E acho que o Reconstrói semeou exemplos de valores e virtudes de pessoas que chamaram para si esse protagonismo por transformar, que não ficaram esperando ajuda de fora”, ponderou o presidente.
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