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Redes neurais profundas: 5 usos da tecnologia que já fazem parte do dia a dia

As redes neurais profundas, ou deep neural networks (DNNs), em inglês, são uma tecnologia de inteligência artificial (IA) que funcionam de maneira parecida com o cérebro humano. Esses sistemas virtuais "aprendem" ao analisar muitos dados e conseguem reconhecer padrões de comportamento com o passar do tempo. As DNNs estão por trás de muitas funções que fazem parte do cotidiano, como, por exemplo, as sugestões de conteúdos personalizadas em plataformas de streaming, como Netflix e Spotify. A técnica também é utilizada por tradutores e assistentes de voz que respondem perguntas com naturalidade, como Siri e Alexa.

Sistemas de segurança que reconhecem rostos e bancos que detectam fraudes costumam aderir a essa tecnologia. A seguir, confira cinco exemplos de como as redes neurais profundas estão presentes na nossa rotina.

 Reprodução/Canva Confira cinco casos de uso de redes neurais profundas na rotina dos usuários — Foto: Reprodução/Canva

1. Desbloqueio facial e reconhecimento de imagem

As redes neurais profundas estão por trás do reconhecimento facial em smartphones, câmeras inteligentes e sistemas de vigilância. A IA analisa dezenas ou até centenas de pontos do rosto, como a distância entre os olhos e o formato do nariz e dos lábios, em questão de milissegundos. A partir desses dados, a ferramenta cria uma “assinatura facial” única, capaz de identificar uma pessoa mesmo com variações de expressão, iluminação ou ângulo.

Quanto mais imagens são processadas, mais precisa se torna a ferramenta. Por serem mais seguras e práticas do que senhas numéricas ou padrões de desenho, as DNNs vêm sendo adotadas não só em celulares, mas também em aeroportos, portarias de prédios e sistemas de monitoramento urbano. Além disso, a tecnologia também se incorporou à autenticação biométrica em bancos e fintechs. Dessa forma, a segurança de transações e acessos digitais são reforçadas.

 Reprodução/Canva Redes neurais profundas estão por trás da identificação facial — Foto: Reprodução/Canva

2. Recomendações de conteúdo

As DNNs também são responsáveis pelas recomendações inteligentes de plataformas como Netflix, Spotify e YouTube. Essas redes analisam uma série de variáveis, como o histórico de consumo, conteúdos favoritos, tempo médio de uso, interações anteriores e até o horário em que o usuário costuma acessar o serviço. A partir desses dados, o sistema cria um perfil dinâmico de interesses e sugere músicas, vídeos, séries e playlists personalizadas.

O diferencial das redes neurais profundas é a capacidade de identificar padrões complexos e mudanças no comportamento do usuário ao longo do tempo. Isso significa que a IA não entende somente gostos, mas também antecipa preferências futuras com base no que pessoas semelhantes costumam consumir. Essa personalização constante torna os algoritmos de recomendação cada vez mais eficientes.

 Reprodução/Canva Plataformas de streaming utilizam redes neurais profundas para fazer indicações personalizadas — Foto: Reprodução/Canva

3. Tradução simultânea e assistentes de voz

Ferramentas como o Google Tradutor, Siri e Alexa conseguem compreender comandos complexos e traduzir frases inteiras com naturalidade graças às redes neurais profundas. Ao contrário de sistemas antigos, baseados em regras fixas, essas tecnologias interpretam a linguagem considerando o contexto, a entonação, as expressões e até regionalismos.

As DNNs são treinadas com milhões de exemplos de fala e texto, o que permite que entendam nuances linguísticas e respondam com fluidez, mesmo quando o usuário utiliza gírias, frases incompletas ou muda de assunto no meio da conversa. Isso faz com que seja possível não somente dar comandos simples, mas manter um diálogo contínuo com os assistentes virtuais.

 Reprodução/iStock Tradutores e assistentes virtuais também utilizam redes neurais para manter diálogos fluidos — Foto: Reprodução/iStock

4. Diagnóstico médico com apoio da IA

Na área da saúde, as DNNs têm sido cada vez mais utilizadas no diagnóstico por imagem. Hospitais e clínicas já usam redes neurais profundas para detectar tumores, fraturas e doenças pulmonares em exames como raio-x, ressonância magnética e tomografia, por exemplo. Essas IAs são treinadas com milhares de exames reais e aprenderam a diferenciar o que é normal do que pode ser uma anomalia.

Uma das vantagens do uso das DNNs nesse setor é a capacidade de detectar sinais sutis que podem passar despercebidos pela observação humana. Dessa forma, a inteligência artificial funciona como uma segunda opinião de alta precisão, ajudando médicos a fazer diagnósticos mais rápidos e precisos.

 Reprodução/Adobe Stock Redes neurais podem auxiliar na análise de exames médicos — Foto: Reprodução/Adobe Stock

5. Prevenção de fraudes online

Quando um banco bloqueia uma transação suspeita ou um e-commerce sinaliza uma tentativa de golpe, é provável que uma rede neural profunda esteja por trás dessa decisão. A inteligência artificial analisa o comportamento dos usuários em tempo real, como local de acesso, horário, valor da compra e até o ritmo de digitação. E, com base nessas informações, é possível identificar desvios e padrões estranhos. Como aprendem com milhões de interações, as DNNs conseguem detectar fraudes com precisão, mesmo em tentativas que parecem legítimas. Isso torna as compras online mais seguras e reduz prejuízos para usuários e negócios.

 Reprodução/Canva Tecnologia auxilia a proteção de clientes de bancos e e-commerce — Foto: Reprodução/Canva

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