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Renan Calheiros quer explicações de secretário de adversário sobre aporte no Master

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, decidiu usar o grupo de trabalho sobre as fraudes do Banco Master para centrar fogo na administração do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, seu adversário político.

Calheiros quer explicações do secretário de Fazenda de Maceió, João Felipe Borges, e do ex-presidente do Iprev (Instituto de Previdência) de Maceió Ronnie Reyner Mota sobre os aportes feitos no Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O senador pretende convidar —condição em que a pessoa não é obrigada a comparecer— Borges, Mota e o CEO da consultoria Crédito e Mercado, Renan Calamia. Dos 18 fundos de previdência que fizeram aportes em investimentos do Master, sete eram ou são assessorados pela consultoria.

O Iprev de Maceió investiu R$ 97 milhões em letras financeiras do Master sem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O instituto afirma que o banco estava habilitado pelo Banco Central e que o montante representa menos de 10% de seu patrimônio total, hoje em R$ 1,4 bilhão.

"Eu realmente entendo, louvo, relevo o papel da senadora Eudócia, porque é mãe. Mãe, intuitivamente, obriga-se a defender, proteger", disse Calheiros.

"Eu estou aqui como senadora da República, representando o meu estado de uma forma honrosa e representando o povo brasileiro. O senhor me respeite, porque eu estou falando aqui como senadora, não como mãe, não", respondeu Eudócia.

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