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Renan Filho deixa Ministério dos Transportes no fim do mês e número 2 assume pasta

O comando do MT (Ministério dos Transportes) será assumido, a partir de abril, por George Santoro, que ocupa atualmente o cargo de secretário-executivo da pasta.

Renan Filho, atual ministro, deixa o posto no fim deste mês, para reassumir sua vaga no Senado, pelo MDB de Alagoas. Ele deixa o cargo para disputar o governo de Alagoas.

A mudança ainda não foi oficializada, mas a decisão está tomada dentro do ministério.

Número dois da pasta e principal auxiliar de Renan Filho, Santoro coordena as políticas de infraestrutura de transporte para rodovias e ferrovias, já tendo comandado o ministério durante as viagens de Renan Filho.

Antes de chegar ao Ministério dos Transportes, Santoro foi secretário da Fazenda de Alagoas por cerca de 8 anos, durante o governo de Renan Filho. Ele também foi presidente do Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados).

No Rio, Santoro foi auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro, além de subsecretário da Fazenda do Estado.

Com a mudança, o cotado para ficar com o posto de secretário-executivo é Adrualdo de Lima Catão, que hoje é secretário nacional de trânsito do MT.

Neste ano, um dos principais objetivos é destravar os investimentos em ferrovias, que possui uma carteira de oito projetos para concessão, somando mais de R$ 600 bilhões em investimentos.

A concessão de trechos ferroviários para a iniciativa privada vai ter início em 2026 com a oferta do "corredor Minas-Rio", uma malha já existente –mas subutilizada– de 740 km de extensão e que conecta as cidades mineiras de Arcos, Lavras e Varginha até os municípios fluminenses de Barra Mansa e Angra dos Reis. O traçado faz parte atualmente da malha da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), será o primeiro a ser oferecido no modelo de autorização.

Já o primeiro projeto de concessão nova é o Anel Ferroviário Sudeste, a EF-118, com edital previsto para ser publicado neste mês e leilão em junho. Com 245,95 quilômetros em sua fase obrigatória, a ferrovia será construída do zero e ligará São João da Barra, no norte fluminense, a Santa Leopoldina, no Espírito Santo.

O empreendimento inclui ainda uma fase adicional, entre Nova Iguaçu e São João da Barra, no Rio, que poderá ser posteriormente ativada pelo governo. Com investimento estimado em R$ 6,6 bilhões, o projeto tem potencial para movimentar até 24 milhões de toneladas por ano.

Na sequência, aparece a já existente Ferrovia Malha Oeste, que tem edital previsto para abril de 2026 e leilão agendado para julho. Este é um dos trechos ferroviários mais extensos incluídos no pacote, com 1.593 quilômetros, interligando Corumbá (MS) a Mairinque (SP).

O terceiro projeto na fila é o Corredor Leste–Oeste (Fico-Fiol), que deve ter edital publicado em maio de 2026 e leilão em agosto. A concessão totaliza 1.647 quilômetros, entre Caetité (BA) e Água Boa (MT).

Trata-se de um dos mais importantes corredores de integração produtiva do país, conectando o Centro-Oeste ao oeste baiano, até o Porto Sul, em Ilhéus. Com investimento previsto de R$ 41,85 bilhões, sua vocação é escoar soja, milho, grãos em geral e granéis líquidos.

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