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Review: Ghost Of Yōtei aprimora tudo e brilha como sequência de Tsushima

O jogo Ghost Of Yōtei é o novo lançamento da Sony exclusivamente para o PlayStation 5 (PS5). O game é uma sequência de Ghost of Tsushima, lançado em 2020, mas seguindo uma nova história: a de Atsu, que busca vingança pela morte brutal de sua família, ocorrida quando ela ainda era criança. O jogo chega ao mercado no dia 2 de outubro e é o principal lançamento da PlayStation neste ano. Os preços partem de R$ 399 na loja oficial do console.

Yōtei chega com a missão de dar sequência aquele que é um dos exclusivos mais elogiados da geração do PlayStation 4 (PS4). Mas, afinal, será que ele se saiu bem nessa missão? É o que o TechTudo vai te contar neste review. Veja, a seguir, mais detalhes de história, gameplay e o que achamos do game.

 Divulgação/Sony Ghost of Yotei é um dos maiores lançamentos da Sony em 2025 — Foto: Divulgação/Sony

Ghost Of Yōtei aprimora tudo e brilha como sequência de Tsushima

  • Uma história de vingança
  • A gameplay orgânica
  • Uma obra de arte em formato de jogo
  • Desempenho e aspectos técnicos
  • Ghost Of Yōtei vale a pena?

Ghost Of Yōtei é uma sequência independente de Ghost of Tsushima, ou seja, não há relação entre o que acontece em Ezo, onde se passa a aventura, e na ilha que foi o palco do primeiro game. Entre os enredos, inclusive, há uma diferença histórica de 300 anos: enquanto o primeiro título da saga retrata a primeira invasão do mongóis ao Japão, ocorrida em 1274, o segundo, por sua vez, é ambientado em 1603, período Edo do Japão feudal. Por isso, já é válido ressaltar que, para quem se interessou apenas por essa trama e não tem a intenção de jogar o primeiro, Yōtei é uma porta de entrada acessível e não há perdas de informações, uma vez que as histórias são distintas.

Na trama de Yōtei, conhecemos Atsu, uma ronin em busca de vingança pelo assassinato brutal de sua família, que aconteceu quando ela ainda era criança. Na ocasião, seus pais foram mortos por Lorde Saito, um guerreiro implacável na missão de tomar o poder de Ezo para si. Para conseguir fazer isso, Saito reuniu, ainda, outros cinco nomes dispostos a devastar a província junto com ele: A Cobra, O Oni, O Kitsune, A Aranha e o Dragão. Atsu considera cada um deles responsável pela queda de sua terra natal – e por isso, jurou que daria a cada um deles o que merecia.

 Divulgação/Sony Ghost of Yotei conta a história de Atsu e sua busca por vingança — Foto: Divulgação/Sony

Cabe ao jogador, então, se juntar à Atsu nessa caçada. Para isso, ela vai usar cada técnica disponível – incluindo, a arte dos fantasmas, que tanto se difere do código de honra dos samurais. Em minha leitura, inclusive, no aspecto narrativo, esse é o que mais aproxima da história de Jin Sakai, o protagonista do primeiro game: a forma com que o jogo trabalha a dualidade entre a honra e a cultura daquele povo e a necessidade de vencer.

Enquanto Jin tinha que lidar com os julgamentos constantes de seu tio por não seguir a ética dos samurai, a jornada de Atsu é mais pessoal. Isso não a isenta, entretanto, de lidar com os mesmos estigmas. Afinal, o que é ela? Uma mulher? Um demônio? Um fantasma? Talvez, seja tudo ao mesmo tempo – enquanto nunca deixou de ser uma pessoa profundamente assombrada pelo que ocorreu em sua infância. Não à toa, está sempre disposta a colocar o sangue de seus algozes em seus respectivos nomes, todos escritos na faixa que carrega na cintura. O recado é claro: jamais esquecer. Jamais perdoar.

 Divulgação/Sony A Cobra, O Oni, O Kitsune, A Aranha e o Dragão são os alvos da protagonista — Foto: Divulgação/Sony

Uma coisa que me chamou atenção sobre o papel de Atsu enquanto protagonista é que ela se trata de uma personagem cinza. Ao contrário de Jin – e até de outras heroínas da PlayStation, como Aloy – Atsu não está comprometida com o bem maior, com o salvamento de uma comunidade ou com a ideia de combater tiranos. Ela quer, pura e simplesmente, se vingar – mesmo que o preço para isso seja caro. Mesmo que, para isso, precise levar as coisas ao limite.

É bem verdade que a ruptura, com ela, não é tão expressiva quanto a de Ellie, de The Last of Us, por exemplo, mas ter personagens femininas saindo desse padrão de “mocinhas” das histórias é algo que sempre chama minha atenção. Aqui, temos uma mulher samurai fazendo isso, o que tornou toda a jornada pelo menos duas vezes mais interessante aos meus olhos.

 Divulgação/Sony Atsu é uma personagem cinza, com nuances que a afastam da concepção de mocinha simples — Foto: Divulgação/Sony

Quando Atsu é liberada para explorar o mundo aberto de Ezo, ela precisa colher pistas para encontrar o paradeiro que cada um dos Seis de Yōtei. Essas informações são obtidas a partir de diálogos com NPCs, extraindo informações de caçadores que recompensas que a seguem, ou mesmo em missões da campanha principal. Isso demostra, inclusive, um dos meus pontos favoritos sobre o game, que é como tudo acontece de forma orgânica, desde a história até os aspectos da gameplay em mundo aberto, das quais falarei com mais detalhes a seguir.

Como Tsushima, Yōtei é trata de um jogo de ação e aventura e mundo aberto com alguns elementos de RPG, bem no formato padrão que a Sony tem feito com seus principais títulos nos últimos anos. O jogador é livre para explorar as planícies do mapa encontrando missões primárias, secundárias, além de eventos aleatórios, que podem ser cumpridos com relativa liberdade.

O player deve desenvolver o personagem em uma árvore de habilidades – que não é tão extensa, ainda bem – onde é possível aprimorar técnicas com armas, sobrevivência, combate e até a arte shinobi, ou seja, a abordagem furtiva. Além disso, o jogador pode equipar amuletos que dão algum tipo de benefício, aprimorar armaduras e armas em si.

 Reprodução/Luiza M. Martins Yōtei é trata de um jogo de ação e aventura e mundo aberto com alguns elementos de RPG — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

Eu, que escrevo essa análise, sempre fui muito fã de jogos em mundo aberto. Entretanto, devo admitir que, nos últimos anos, a quantidade de títulos apostando no formato vem me deixando saturada. Esse sentimento fica ainda pior quando consideramos que alguns jogos de desse tipo são inflados com conteúdo de qualidade duvidosa apenas para garantir um tempo a mais de gameplay para os jogadores – e talvez justificar as pequenas fortunas pelas quais esses títulos são comercializados, sobretudo quando vêm das grandes desenvolvedoras do cenário. Acho importante pontuar esse ponto porque, em minha visão, esse é um dos raros casos em que a proposta é, de fato, bem executada.

Yōtei é um jogo grande – da mesma forma de Tsushima também é. Para escrever essa análise, eu joguei mais de 30 horas do game e, ainda assim, tenho ciência de que ainda há muito a ser feito. A questão, para mim, é que a Sucker Punch conseguiu encontrar um equilíbrio muito interessante entre oferta de atividades e aprimoramento de personagens. Não há habilidades em excesso, tampoucos itens demais para que o jogador consiga dar conta. As missões extras são, majoritariamente, boas adições para aquele universo, com algumas delas tendo roteiros com reviravoltas e discussões morais. Por isso, avalio que o conteúdo não está ali apenas por estar, e sim porque faz sentido para a experiência.

 Reprodução/Luiza M. Martins Ghost of Yotei tem basante conteúdo, mas tudo faz parte da experiência do game — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

Há uma boa variedade de tarefas além das vistas em Tsushima. Agora, além de desafios do bambu, tocas de raposa, fontes termais e companhia, há tocas de lobo, atividades de pintura e até mesmo de composição de música, uma vez que Atsu é exímia no shamisen, uma espécie de viola japonesa. Realizar essas atividades permite que o jogador crie uma personagem cada vez mais forte e mais interessante de usar para se localizar no mapa.

Apesar de ser mais um jogo de mundo aberto, Ghost of Yōtei tem um propósito para cada coisa que colocada ali. Mesmo com uma cadência mais contemplativa, com vários momentos para parar e admirar o que ocorre ao redor, o game nunca perde a graça ou soa redundante. As missões são bem variadas, as abordagens para cada situação pode ser bem diferentes e até a forma com que Atsu utiliza as armas muda bastante de oponente para oponente.

Se em Tsushima, cada postura de combate permitia ir melhor contra um tipo de inimigo, em Yōtei, essa propriedade cabe às armas empunhadas. Eu, particularmente, senti que nesse título, a escolha fez mais diferença. Com Jin Sakai, a gameplay chegava a um ponto em que uma postura específica matava todo e qualquer tipo de inimigo. Em Yōtei, isso até ocorre, mas é preciso ter um domínio considerável de cada equipamento – e isso leva mais tempo e estratégia.

 Reprodução/Luiza M. Martins O combate é rápido, frenético, cheio de animações novas e dramaticamente violento — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

Acredito que, até por isso, minha sensação é de que essa propriedade foi bem aprimorada nessa sequência, embora o ideal, em minha visão, seja que o jogo fosse mais radical nesse sentido. Por vezes, inclusive, pareceu até fácil demais – talvez por eu ter mais de 100 horas em Tsushima, é verdade, mas ainda preferia que o game fosse um pouco mais punitivo nesse sentido.

O combate, aliás, é um deleite. Rápido, frenético, cheio de animações novas e dramaticamente violento. Atsu luta com katanas, lanças, machadinhas e espadas longas com tanta destreza que tudo logo se torna uma dança. Além disso, ela pode disparar objetos arremessáveis como bombas e kunais. Eu, que sou uma grande fã de stealth e costumo a dar preferência a essa abordagem, me via tentada todo momento a simplesmente trucidar um grupo aleatório de vassalos de Saito. Afinal, lutar com Atsu é prazeroso. Com Jin Sakai já era, é verdade, mas a sensação é de que o combate ficou ainda mais “redondinho” com os aprimoramentos trazidos nesta sequência, que é bem mais brutal que o antecessor.

 Reprodução/Luiza M. Martins Ghost of Yotei trouxe de volta os conflitos individuais — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

Aqui, inclusive, entra um ponto que é muito importante mencionar: o jogo tira grande proveito do SSD do PS5, permitindo que o jogador faça fast travels de forma instantânea, ative e desative memórias da personagem (mudando todo o cenário, cabe explicar), além de executar combos e parrys em uma rotação bem acima de Tsushima, originalmente lançado para o PS4. Em minha leitura, esse é um dos fatores que o jogo possa brilhar naquele que, para mim, é o seu grande diferencial: a exímia direção de arte, da qual falarei com mais detalhes no próximo tópico.

Uma obra de arte em formato de jogo

Ghost of Tsushima já era uma referência quando o assunto era a ambientação. Entretanto, Yōtei conseguiu aprimorar o que já era muito bom, modernizando alguns aspectos para torná-los ainda mais imersivos e únicos. O primeiro ponto de destaque vai para o quão orgânica é a experiência de explorar o mapa. O jogador consegue descobrir pontos de interesse apenas observando o padrão e as cores das árvores ao longe, um processo que soa muito mais intuitivo do que ter que ficar abrindo mapas e consultando pontos de interesse pré-definidos.

 Reprodução/Luiza M. Martins Ao subir em uma montanha, o jogador consegue localizar pontos de interesse observando o mapa — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

Encontrar acampamentos inimigos e fontes termais, por exemplo, pode ser feito apenas observando a forma com que a fumaça sobe aos céus. O “GPS” do jogo nada mais é do que o vento, que sopra em direção aos caminhos que o jogador deve tomar. E até mesmo o mapa é um recurso artístico, uma vez que parece ser sido desenhado à mão e reflete condições como a chuva, que respinga no papel como se Atsu o tivesse aberto em meio aos pingos. Em suma: se movimentar no game depende de observar o comportamento da própria natureza, o que é muito mais interessante do que simplesmente seguir um mostrador.

A direção de arte, de longe, foi o fator que melhor foi aprimorado nesta sequência. O jogo está mais vibrante, tem biomas com paletas de cores distintas e uma fauna bem mais presente ao longo da jogatina. A trilha sonora também está fantástica, elevando alguns momentos bons de gameplay ao patamar do épico. A iluminação funciona muito bem em ambientes sem fontes diretas de luz, como cavernas e algumas casas. Isso sem mencionar as folhas e os galhos das florestas, que se movem de maneira tão natural que fica fácil acreditar que você faz parte de todo aquele ecossistema.

 Divulgação/Sony Ghost of Yotei tem um mundo colorido e com biomas bem definidos — Foto: Divulgação/Sony

A sensação é que a Sucker Punch, além de aprimorar o que já funcionava bem, ainda fez um trabalho minucioso procurando possíveis melhorias artísticas. Algo que explicita essa filosofia para mim, inclusive, foi o upgrade de armaduras. Lembro que, em Tsushima, eu ficava incomodada pelos trajes não mudarem de aspecto conforme eu os aprimorava. E atessa minha crítica, que parecia tão pontual – e era mesmo –, foi resolvida nessa sequência. E agora, além dos visuais em si, há música, pintura, poesia, minigames e toda e outros recursos capazes de transportar o jogador ao Japão feudal.

É curioso, inclusive, notar como o jogo é uma verdadeira experiência contemplativa. Se hoje em dia, os games buscam ser dinâmicos e inundam o jogador de informações, Yōtei parece querer o contrário. Essa é uma experiência que espera que você, jogador, pare e respire. Olhe em tudo que há ao seu redor. Escute os pássaros cantando e o vento batendo nas folhas. Admito, inclusive, que nas primeiras horas, meu impulso de acelerar o game – pulando diálogos, por exemplo – me fez achar esse tipo de narrativa desconfortável. Mas a partir do momento em que consegui me despir da celeridade que marca a nossa sociedade atual, o que encontrei foi extremamente recompensador.

 Reprodução/Luiza M. Martins Ghost of Yotei traz várias ilustrações para compor a história — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

O meu único ponto em relação a isso é que o cuidado aplicado aos ambientes não parece ter sido replicado aos modelos dos personagens. Tanto Atsu quanto os demais personagens parecem ter modelos mais simples que o ideal, principalmente quando consideramos as texturas e iluminação dos ambientes. Em cutscenes, os modelos até convencem, mas durante gameplay, a qualidade é bem aquém do esperado em um jogo tão bonito. As expressões faciais também poderiam ser melhores, em minha leitura. Vale mencionar, no entanto, que o game ainda deve receber um patch de atualização no dia de lançamento.

Desempenho e aspectos técnicos

O teste de Ghost Of Yōtei foi feito em um PlayStation 5 base, na maioria do tempo em Modo Desempenho, ou seja, priorizando a taxa de 60 fps e resolução em 1080p. Há, também, a possibilidade de jogar no Modo Resolução, em 4K, mas com 30 fps. O jogo ainda tem compatibilidade com modos específicos do PS5 Pro framerate acima dos 60 em monitores compatíveis.

No geral, o desempenho foi bem satisfatório. Salvo alguns bugs de textura e personagem ficando presa em pedras, o game rodou em maiores problemas. Algo que me agradou foi a inteligência artificial dos inimigos, que parecem entender o seu estilo de combate e fazem as investidas de forma “pensada". Nem sempre atacam desordenadamente – na verdade, quanto mais golpes, defesas e parrys você acerta, mais eles parecem ficar hesitantes em atacar.

 Reprodução/Luiza M. Martins O game utiliza bastante as funções do DualSense, como o pad, que vira um pincel — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

Também acho importante destacar que, além da questão do SSD que mencionei, o jogo usa muito bem os recursos do DualSense – e consegue aplicar isso de uma forma orgânica que poucas vezes eu vi. Para além de questões como a tensão nos gatilhos na hora de disparar flechas, que outros games da Sony também exploram, o pad do controle é usado para fazer pinturas, acender fogueiras, assar comidas e até mesmo para controlar o martelo da forja, onde Atsu faz aprimoramentos de suas katanas. É bem interessante e está totalmente alinhado com a ideia de um mundo aberto natural que o game constrói ao longo da jogatina.

Ghost Of Yōtei vale a pena?

Ghost Of Yōtei é um jogo single player (mas com o modo multiplayer já confirmado, cabe informar), focado em uma intensa narrativa de vingança. O game oferece uma direção de arte lindíssima, tem conceitos bem estabelecidos e que são muito bem executados. Trata de um mundo aberto rico, contemplativo e que certamente vai agradar quem já teve contato com o jogo anterior. Na verdade, acredito que, quando consideramos quem tem esse perfil de consumo de games, dificilmente o título não vai agradar, sendo familiarizado ou não com Tsushima.

Ghost of Yotei vale a pena? Veja análise — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins Ghost of Yotei vale a pena? Veja análise — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

Logo, a resposta lógica para a pergunta é que sim, Ghost Of Yōtei vale muito a pena. Em minha leitura, um jogo que poderia disputar o Game of The Year do The Game Awards com boas chances de arrematar o prêmio em um ano que não tivesse games fora da curva como Hollow Knight: Silksong e Clair Obscur: Expedition 33. Em 2025, acredito na indicação, mas há postulantes mais expressivos ao troféu – o que não é nenhum demérito, dada a qualidade desses games.

Entretanto, a mesma jornalista que reconhece todas as valências da sequência também acredita que o preço dos AAAs da Sony já é indefensável. Falamos de um jogo cuja versão básica já custa R$ 399, o que é muito acima do que um qualquer game deveria custar. Isso em nada interfere na narrativa ou na qualidade do título da Sucker Punch, mas é um argumento que me faria pensar duas vezes antes de indicá-lo de olhos fechados. Em suma, o que quero dizer é: Ghost Of Yōtei é um jogão, mas ele será ainda melhor quando entrar em uma promoção que coloque o preço na casa dos R$ 200 reais. Aí, sim, em minha leitura, essa será uma aventura digna e que vale cada centavo.

Confira o trailer de Ghost Of Yōtei

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