Faltando um ano para o início da campanha para as eleições de 2026, as peças do xadrez político começam a se movimentar. Até o momento, foram anunciadas seis pré-candidaturas na corrida ao Palácio Piratini. Figuram no páreo Gabriel Souza (MDB), Paula Mascarenhas (PSDB), Luciano Zucco (PL), Covatti Filho (PP) e Juliana Brizola (PDT). Com a disputa aberta, a atual lista de concorrentes ainda deve sofrer alterações, ganhando um nome que represente o PT, ainda sem definição. Em conversas internas, os petistas tem apontado Edegar Pretto, Paulo Pimenta e Pepe Vargas como possíveis líderes de uma candidatura ao Piratini. Nessa fase, os partidos buscam fortalecer os nomes internamente e estabelecer alianças com siglas que seguem sem definição, muitas cobiçadas por mais de uma legenda.
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Faltando um ano para o início da campanha para as eleições de 2026, as peças do xadrez político começam a se movimentar. Até o momento, foram anunciadas seis pré-candidaturas na corrida ao Palácio Piratini.
Figuram no páreo Gabriel Souza (MDB), Paula Mascarenhas (PSDB), Luciano Zucco (PL), Covatti Filho (PP) e Juliana Brizola (PDT). Com a disputa aberta, a atual lista de concorrentes ainda deve sofrer alterações, ganhando um nome que represente o PT, ainda sem definição. Em conversas internas, os petistas tem apontado Edegar Pretto, Paulo Pimenta e Pepe Vargas como possíveis líderes de uma candidatura ao Piratini. Nessa fase, os partidos buscam fortalecer os nomes internamente e estabelecer alianças com siglas que seguem sem definição, muitas cobiçadas por mais de uma legenda.
Ainda que pareçam anúncios antecipados, os partidos têm um ano para definir e cadastrar suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), processo que deve ser feito até agosto do próximo ano, quando acordos e coligações já deverão estar acertadas. Um pouco antes, entre julho e agosto, será o período de convenções partidárias, momento em que cada partido se reúne para oficializar seus candidatos.

Gabriel Souza (MDB)
Atual vice-governador do Estado, Gabriel Souza (MDB) se apresenta como um sucessor natural do governo Eduardo Leite (PSD). A pré-candidatura foi anunciada ainda em meados de junho, no lançamento da campanha “Pelo Rio Grande - Para seguir fazendo história”, movimento de mobilização das bases do MDB. Segundo o presidente estadual do partido, deputado Vilmar Zanchin (MDB), há vontade de construir um projeto junto de outros partidos, especialmente os que compõem a atual base do governo, como PSDB, PP, PDT, União Brasil e Republicanos. “Nós pensamos que esse projeto tem que ter continuidade com outros avanços e esses partidos são importantes para que a gente consiga lograr êxito no ano que vem”, pontuou.
Ainda que três dos partidos citados como possíveis parceiros já tenham anunciado pré-candidaturas próprias, Zanchin avalia essa etapa como parte do processo natural da política e que ainda há espaço para conversas com todas as siglas. A posição de Souza como líder da chapa, no entanto, é inegociável para a legenda. “Não existe possibilidade de o partido recuar”.
O presidente da sigla também ressalta que a posição de vice-governador e duas indicações ao Senado serão abertas aos partidos aliados. O objetivo do MDB, de acordo com Zanchin, é concorrer com a nominata completa a deputado estadual e federal. "Queremos recuperar os espaços que nós perdemos na eleição passada".
Covatti Filho (PP)
Apesar de compor a base do atual governo gaúcho, que será representado nas próximas eleições por Gabriel Souza (MDB), o presidente estadual do PP e atual pré-candidato pela sigla, deputado Covatti Filho (PP), se diz irredutível sobre a liderança da candidatura. “Não estamos abrindo qualquer outra intenção se não a do Progressistas capitanear um projeto”, explicou.
O deputado admitiu que a legenda já conversou com outras siglas, como o PL, que declarou publicamente a vontade de compor uma chapa com o PP, mas reafirmou que articulações só são bem-vindas dentro das condições apresentadas. Nos bastidores, no entanto, o partido conversa sobre coligações com outros pré-candidatos, trazendo a possibilidade de integrar a chapa de Souza ou de Zucco na figura de vice-governador.
Luciano Zucco (PL)
Prometendo apresentar um projeto que represente a direita gaúcha, o deputado Luciano Zucco (PL) foi o primeiro pré-candidato a ser anunciado, ainda no início de junho. A candidatura já possui apoio do Novo, primeira sigla a integrar uma coligação que, como previsto pelo presidente estadual Giovane Cherini (PL), deve englobar várias legendas. De acordo com ele, o partido vem conduzindo conversas com o PP, Republicanos, Podemos e PSDB.
De acordo com fontes internas, as articulações têm sido delicadas para o futuro candidato ao Piratini, que teme tanto “pregar para eleitor convertido”, quanto se aproximar de líderes de centro e ser repreendido por apoiadores. Além de Zucco, a coligação já anunciou os deputados Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) como pré-candidatos ao Senado.
Paula Mascarenhas (PSDB)
Com pré-candidatura lançada em encontro regional do PSDB, a secretária Paula Mascarenhas também tem se posicionado como sucessora do governo de Eduardo Leite (PSD), ainda que o atual governador já tenha chancelado publicamente o vice-governador Gabriel Souza (MDB). Amiga pessoal de Leite, Paula decidiu ficar no PSDB ao invés de seguir o governador, que se filiou ao PSD em maio deste ano.
Assim como o presidente estadual do MDB, deputado Vilmar Zanchin (MDB), Paula afirma que buscará parcerias com partidos que compõem a base governista, como PP, MDB, PDT e União Brasil. “Vamos conversar com partidos que concordem com o projeto deste governo e que aceitem atualizá-lo para os problemas atuais do Estado”, avaliou. Sobre possibilidade de compor uma chapa com o PL, a secretária nega que tenham ocorrido conversas neste sentido. “Não seria coerente participar do projeto com a oposição”, pontuou.
Da mesma forma que os demais pré-candidatos, a secretária reiterou que o partido lutará pela liderança da chapa, que, em sua avaliação, vem sendo invalidada. Segundo ela, a descrença em seu potencial como candidata é uma expressão da misoginia.
Juliana Brizola (PDT)
Candidata nas eleições municipais de 2024, Juliana Brizola foi anunciada pelo PDT após pesquisas apontarem a pré-candidata como segunda colocada no pleito, atrás apenas de Luciano Zucco (PL). A neta de Leonel Brizola já deixou clara a sua vontade de compor uma frente ampla com partidos do centro à esquerda, articulando com o máximo de siglas que conseguir.
Para o presidente pedetista, Romildo Bolzan Jr., esse é um momento de teste de viabilidade dos candidatos e posicionamento dos partidos. Na sua avaliação, Juliana tem se confirmado como uma candidata promissora. Ainda que a sigla esteja conversando com outras legendas, Bolzan garante que nada específico, como coligações ou configurações de chapa, foi discutido. Ele reafirma que as articulações não buscam “barganhar cargos”, ou seja, se a pedetista se provar eleitoralmente viável, ela será candidata a governadora pelo partido.
O PDT compõe a base do governo estadual e do governo federal, o que impõe dúvidas acerca de quais aliados políticos cultivar. “Precisamos ver como vai se desenrolar o cenário, também a nível nacional”, avaliou. Mesmo compreendendo que Juliana deve buscar coligações com siglas de centro e centro-direita para conseguir apoio popular mais amplo, Bolzan não exclui a possibilidade de unir-se ao PT. “As portas estão abertas”, finalizou.
Para o PT, pré-candidato ainda é incógnita
Enquanto alguns partidos já se colocam publicamente na disputa de governador, o candidato que concorrerá pelo PT segue indefinido. Com a maior bancada da Assembleia Legislativa, a sigla enfrenta uma série de desentendimentos internos. Até o momento, Edegar Pretto (PT), candidato a governador pela sigla em 2022, foi o único que se lançou publicamente ao pleito, ainda que sem respaldo oficial da legenda. Membros do partido também discutem a possibilidade de lançar o deputado Paulo Pimenta (PT), ex-ministro extraordinário da Reconstrução no Rio Grande do Sul, e o deputado Pepe Vargas (PT), atual presidente da Assembleia.
Pimenta também vem sendo cotado como candidato ao Senado pela sigla, aparecendo bem colocado em pesquisa internas. No entanto, o atual senador petista, Paulo Paim, já declarou que deseja brigar pela reeleição, o que foi bem recebido por uma parcela da base, que começou o movimento "Fica Paim". A disputa ao Senado pela legenda de esquerda também conta com a indefinição de Manuela d'Ávila, que deixou o PCdoB no fim do ano passado e ainda não escolheu qual será seu próximo partido. Fontes internas dizem que, entretanto, o partido não deve lançar duas candidaturas próprias ao Senado. "O PT não pode ocupar todos os espaços".
De acordo com a deputada Sofia Cavedon, recentemente eleita vice-presidente da sigla, as definições relacionadas ao próximo pleito começarão no fim de agosto, quando será empossada a nova direção estadual do partido. Segundo ela, o objetivo é que a escolha do nome seja feita durante o segundo semestre deste ano.
A construção do candidato petista ao governo do Estado, explica ela, deve passar pelas diferentes correntes da sigla e pelos partidos da coligação. “Nós não queremos apresentar o nosso candidato e depois sentar com outros partidos, nós queremos que seja um processo muito dialogado”, pontuou. Mesmo que articulações oficiais com outras legendas ainda não estejam em andamento, Sofia cita como futuras parcerias o PSOL, PCdoB, PDT e PSB. Tradicionalmente, a sigla não abre mão de ser líder de chapa, mas a deputada reitera que essa é uma possibilidade. “Temos condição de densidade para incidir sobre a chapa, mas a gente vai para a mesa respeitando a história e a importância de cada partido”, ressaltou.

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